Terceiro dia da greve dos rodoviários registra longas filas no Terminal GentilezaReginaldo Pimenta/Agência O DIA
Em relação ao BRT, a Mobi-Rio informou que dos 541 veículos projetados para operar na hora pico (entre 6h e 7h), um total de 502 estavam em circulação. Esse número representa 92% da operação programada. De acordo com a determinação da Justiça, 80% da frota deveria estar em funcionamento.
No Terminal Gentileza, a moradora da Vila do João, Maria das Graças, contou que esperava o coletivo para ir trabalhar no Andaraí, na Zona Norte.
"Eu trabalho em uma lavanderia e costumo chegar 8h lá ou até antes. Mas agora, é todo dia essa luta. Depois dessa greve, a gente está chegando tudo atrasado no serviço. Em vez de pegar cedo, a gente só pega mais ou menos 10h. Ontem cheguei às 10h porque meu patrão foi buscar a gente na fila do ônibus. Na volta, ele não queria trazer, mas resolveu nos deixar lá no Campo de Santana para pegar o VLT. E ele disse que temos que ir, não importa se vamos chegar 10h ou 11h, então estou aqui", disse.
Outra passageira, Beatriz Félix, de 26 anos, enfrenta dificuldades desde o Terminal de Deodoro, na Zona Oeste.
"Segunda e terça foram os piores dias desde lá de Deodoro, sem BRT. A gente achou que fosse só a greve dos ônibus daqui, do 606, mas acabou afetando tudo. E o trem está extremamente lotado, VLT também, sem condições. Hoje eu consegui chegar até aqui, até o Terminal Gentileza, mas já estou aqui mais duas horas pra tentar pegar esse 606, que geralmente chega de cinco em cinco minutos", explicou.
Daniel também desceu na Avenida Brasil, onde pegou um BRT até a Central do Brasil, e em seguida uma moto por aplicativo.
"Eu desci, peguei o BRT numa estação que nem sei, porque morro de medo da Avenida Brasil, desci no Terminal Gentileza, peguei VLT pAra Central e da Central peguei uma moto, que já estava dando caro pra caramba, deu R$ 30 anos até o Norte shopping. Era para ter aberto a loja às 10h, cheguei aqui às 11h10, sendo que saiu de casa às 6h", frisou.
- Salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados
- Salário de R$ 4 mil para os demais motoristas
- Fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT
- Tíquete alimentação de R$ 1 mil
- Jornada de trabalho 5x2,
- Manutenção do passe livre para a categoria
- Indenização dos 30 minutos do intervalo almoço
- Plano de saúde e odontológico
























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