Projeto NegroMuro homenageou cantor e compositor Wilson das NevesReprodução / Instagram

Rio - O projeto NegroMuro, conhecido por celebrar a memória de grandes personalidades negras, inaugurou, neste sábado (18), uma placa em homenagem ao baterista Wilson das Neves, na casa onde ele morava, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. O ícone do samba e MPB morreu aos 81 anos em 2017.
A homenagem aconteceu neste sábado (18), na Rua General Mario Hermes, e contou com a presença de amigos, familiares e admiradores do artista. Através das redes sociais, neste domingo (19), o projeto compartilhou um compilado de registros.
"O Circuito da Igualdade Racial, uma iniciativa, pesquisa e articulação do NegroMuro, em parceria com o Instituo Rio Patrimônio da Humanidade e apoio da Secretaria Municipal de Cultura do Rio, instalou sua placa número seis", escreveu um dos responsáveis pela iniciativa.

Mais personalidades receberam a mesma homenagem, como a bailarina e coreógrafa Mercedes Batista (1921-2015); o romancista e jornalista Lima Barreto (1881-1922); a escritora Lélia Gonzalez (1935-1994); o regente da Banda do Corpo de Bombeiros, Anacleto de Medeiros (1866-1907); além da sede do Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo, fundada pelo sambista Candeia (1935-1978). O projeto também celebra o legado dos artistas com painéis.
Saiba mais
Wilson morreu no dia 26 de agosto 2017 no Hospital da Ilha do Governador, onde estava internado para fazer tratamento contra um câncer de pulmão, diagnosticado anos antes. O velório do músico aconteceu na quadra da escola de samba Império Serrano, em Madureira, na noite do dia seguinte.
O corpo do cantor e compositor foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Integrantes de velhas guardas de várias escolas de samba estiveram no local para prestar sua última homenagem ao artista.
Coautor do clássico "O samba é meu dom", parceria com Paulo César Pinheiro - ele também compôs com Moacyr Luz, Aldir Blanc, Martinho da Vila -, Wilson Das Neves tinha mais de 60 anos de carreira. Era conhecido no meio musical pelo bom humor, a paixão por sua escola de samba, o Império Serrano, que nasceu depois dele, e a expressão de contentamento "ô sorte!". Consagrado como um dos bateristas mais elegantes da música brasileira, Wilson era também amigo de Chico Buarque, e há anos integrante de seu grupo.