Polícia Militar informou que reforçou o policiamento no entorno do Morro do JuramentoÉrica Martin

Rio - O policiamento no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, continua reforçado nesta segunda-feira (20), informou a Polícia Militar. Durante o fim de semana, três homens e um adolescente morreram baleados na região, que é alvo de constantes disputas territoriais entre facções rivais.
A reportagem do DIA esteve na região no fim da manhã desta segunda-feira e avistou apenas uma viatura da PM no acesso ao morro próximo à estação do metrô de Vicente de Carvalho.
O jovem identificado como M.B.S.S, de 16 anos, foi atingido na parte alta da comunidade, na noite de sábado (18). Moradores removeram o corpo e o levaram para a Avenida Martin Luther King Jr, na altura de Inhaúma, também na Zona Norte. 
O velório do adolescente, que era lutador de kickboxing, está marcado para esta segunda-feira, às 15h30, no Cemitério de Inhaúma. O sepultamento será às 16h15.

No domingo (19), outros três homens foram encontrados mortos na Avenida Martin Luther King Jr, na altura da estação de metrô de Tomás Coelho, ainda na Zona Norte. Eles foram identificados como Willian Lima da Rocha, de 38 anos; Wallace Lima da Rocha, de 40; e José Luiz Menezes de Paula, de 50. Ainda não há informações sobre os respectivos sepultamentos.

A Polícia Civil informou que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) foi acionada e investiga os dois casos. Diligências estão em andamento para identificar a autoria e circunstâncias dos crimes.

Tiroteio intenso assusta moradores

Moradores do Morro do Juramento e do entorno viveram momentos de pânico durante o fim de semana. Nas redes sociais, vídeos gravados em meio ao tiroteio mostram o intenso confronto entre traficantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e do Comando Vermelho (CV).

O ataque foi coordenado por integrantes do TCP, vindos do Complexo da Serrinha, localizado entre os bairros de Madureira e Vaz Lobo, também na Zona Norte. A comunidade alvo dos criminosos é dominada pelo CV. A região convive com disputas territoriais há mais de um ano.