Prisão fez parte da Operação Pseudônimo que já havia prendido um membro da quadrilhaDivulgação/Polícia Civil
As investigações revelaram que o grupo se apresentava como funcionário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para enganar aposentados e pensionistas. Eles visitavam as residências das vítimas alegando a necessidade de atualização cadastral e recolhiam documentos, dados pessoais e imagens para obtenção de informações biométricas.
Com o material obtido, a quadrilha abria contas digitais em nome das vítimas e contratava empréstimos consignados sem autorização. O dinheiro, de acordo com a investigação, seguia para contas de terceiros utilizados como intermediários e, posteriormente, chegava aos responsáveis pelo esquema.
A Polícia Civil identificou 23 integrantes da organização. O grupo teria feito mais de 60 vítimas em diversas cidades do estado entre 2023 e 2024.
Ainda segundo os investigadores, a quadrilha mantinha uma estrutura organizada, com funções específicas para cada integrante. Enquanto parte dos envolvidos realizava o contato direto com as vítimas, outros ficavam responsáveis pela abertura das contas, contratação dos empréstimos e movimentação dos valores obtidos de forma fraudulenta.
A análise financeira apontou movimentações superiores a R$ 6 milhões. Os valores, segundo a polícia, não eram compatíveis com a renda declarada pelos investigados, o que reforçou as suspeitas de lavagem de dinheiro.
Outro suspeito de ser líder do esquema, Raul de Lima Gomes, já havia sido preso no fim do ano passado, em Jacarepaguá.
Os envolvidos responderão por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros ligados aos investigados.

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