Computadores do Hospital Federal do Andaraí foram recuperados durante a ação policialDivulgação PCRJ

Rio - Um funcionário comissionado do Hospital Federal do Andaraí foi preso em flagrante nesta quarta-feira (5), em Bangu, Zona Oeste, por receptação qualificada. Rafael Batista Xavier Freire foi encontrado com computadores furtados da unidade de saúde. Ele é investigado por anunciar parte dos equipamentos em uma plataforma de vendas na internet.
Segundo a Polícia Civil, a apuração do caso começou após o desaparecimento de 31 computadores do hospital. Durante as diligências, os agentes identificaram anúncios na internet de computadores com características compatíveis com as dos equipamentos furtados. O telefone vinculado à conta pertencia a Rafael, que trabalhava no próprio hospital.

Ele foi localizado nas proximidades do local de trabalho e conduzido para prestar esclarecimentos. Três computadores já haviam sido vendidos, enquanto outro ainda estava anunciado na plataforma.

Na casa de Rafael, em Bangu, foram apreendidos 12 computadores. Alguns deles ainda tinham o selo patrimonial do Ministério da Saúde, confirmando a origem dos equipamentos.
As investigações são conduzidas pela 20ª DP (Vila Isabel) e prosseguem para identificar se há outros envolvidos no crime, além de localizar os demais computadores desaparecidos.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a direção do Hospital do Andaraí notou a ausência de 31 CPUs durante um inventário de rotina e acionou a Polícia Civil, culminando na prisão do funcionário.

"A direção do Hospital do Andaraí informa que, durante inventário de rotina dos equipamentos de informática, realizado no início desta semana, foi constatada a ausência de 31 CPUs compactas. Um boletim de ocorrência de furto foi registrado na Polícia Civil, que procedeu com as devidas investigações para a identificação do responsável, resultando na prisão de um funcionário do hospital na última quarta-feira (5), nas proximidades da unidade."
A reportagem de O DIA tenta localizar a defesa do funcionário. O espaço segue aberto para manifestação. 
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral