Velório ocorre no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona PortuáriaLeticia Pessôa / Agência O Dia
Família se despede de colombianas mortas em queda de helicóptero
Velório acontece neste domingo (16) no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona Portuária
Rio - As três turistas colombianas, que morreram na queda do helicóptero na região da Vista Chinesa, estão sendo veladas, neste domingo (16), no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona Portuária. A cerimônia é restrita a familiares e amigos próximos.
O velório é realizado com os três caixões colocados lado a lado, com uma foto de cada vítima aos pés. Um telão mostrou diversas imagens de Rocío Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofía Murillo, de 17. Um artista toca músicas colombianas ao violão enquanto a despedida ocorre.
Neste sábado (15), o engenheiro Victor Manrique - filho, irmão e tio das vítimas, respectivamente - colocou flores e fotos dos familiares no mirante da Vista Chinesa, como forma de homenagem.
"Lembramos delas através do amor e não apenas da tristeza. Lembramos seus sorrisos, seus abraços, seus momentos felizes e todo o amor que compartilharam conosco. Esta oferenda representa nosso carinho e a nossa gratidão por terem feito parte de nossas vidas. Vocês viverão para sempre em nossos corações. Nós as amamos, sentimos saudades e jamais as esqueceremos", escreveu nas redes sociais.
A família estava no Rio em uma viagem para celebrar o aniversário da filha do engenheiro, de 15 anos. Ele, a companheira e a adolescente iriam realizar um voo panorâmico pela cidade - na mesma aeronave - após os familiares.
Ao DIA, o advogado Arnaldo Muniz, que representa a Voo Rio Panorâmico (VRP), afirmou que a empresa custeou o translado de parentes para o velório. Segundo ele, a família optou pela cremação no Rio. Após liberação judicial, as cinzas voltarão para a Colômbia, com a VRP também pagando o translado.
Ainda não há data prevista de quando a Justiça autorizará a cremação. Enquanto isso, os corpos continuarão sendo conservados.
O acidente também causou a morte do piloto Alessandro Rocha, de 40 anos. O enterro do comandante aconteceu na última segunda-feira (10) no Cemitério de São Gonçalo, na Região Metropolitana.
Investigação
Em nota enviada ao DIA na última sexta-feira (14), a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que os trabalhos da Ação Inicial seguem em andamento.
Nessa fase, realizada logo depois do evento, investigadores aplicam técnicas específicas para a coleta e confirmação de dados, fazem a verificação dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações relevantes.
A FAB destacou que, durante essa etapa, os agentes reúnem elementos que ajudarão as próximas fases da investigação, que têm o objetivo de identificar os fatores que contribuíram para a queda.
A 19ª DP (Tijuca) também investiga o caso.







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