Materiais apreendidos pelos policiais durante a operaçãoDivulgação
A ação mobiliza 755 agentes, sendo 480 policiais federais e 275 civis. Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram realizadas 31 prisões em flagrante e cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, além de três menores apreendidos. Duas vítimas de abuso foram identificadas e resgatadas.
A operação tem como alvo crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil. A atuação conjunta entre as forças de segurança busca ampliar a capacidade de investigação e responsabilização dos envolvidos nesse tipo de delito.
As operações Nacional Proteção Integral I, II, III e IV aconteceramentre 2025 e 2026. Em março deste ano, a corporação também realizou a Operação Nacional Guardião Digital, voltada à repressão de crimes cometidos no ambiente virtual.
Além do Rio de Janeiro, participaram da ação as Polícias Civis de Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Segundo a Polícia Federal, entre janeiro e agosto de 2026, foram cumpridos ao menos 980 mandados de prisão de foragidos da Justiça investigados ou condenados por crimes sexuais. O número, de acordo com a corporação, demonstra a atuação integrada de diferentes áreas da instituição no enfrentamento a esses delitos.
O nome da operação faz referência ao princípio da proteção integral previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e aos direitos assegurados pela Constituição Federal. O artigo estabelece como dever da família, da sociedade e do Estado garantir, com absoluta prioridade, direitos fundamentais de crianças e adolescentes, entre eles dignidade, respeito, liberdade e convivência familiar e comunitária.
A Polícia Federal também orienta pais e responsáveis a acompanhar a rotina de crianças e adolescentes nos ambientes virtual e físico. A corporação recomenda conversas abertas sobre os riscos presentes na internet, orientação sobre o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos e atenção a mudanças repentinas de comportamento.
De acordo com a PF, sinais como isolamento repentino ou maior preocupação em esconder o uso de celulares e computadores podem indicar situações de risco. A orientação é que crianças e adolescentes saibam que podem procurar adultos de confiança e pedir ajuda diante de contatos inadequados ou outras situações de abuso.

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