O Sindicato dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro, no Centro, registra intenso movimento às vésperas do fim do prazo para se opor ao desconto de 1% da remuneração mensal. A data limite ocorre neste domingo (13).
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Na tarde desta quinta-feira (10), os trabalhadores estiveram na sede, localizada na Rua André Cavalcanti, no número 33. Na ocasião, formaram uma intensa fila, que chegou até a via ao lado, a Rua Resende, na altura do número 99.
Caso estejam contrários à contribuição, os comerciantes devem entregar uma via da carta de oposição, escrita de próprio punho, desautorizando a taxa. O documento deve conter nome completo, CPF e telefone de contato do empregado, além do nome, CNPJ e endereço completo com CEP da empresa. Também precisam apresentar RG, CPF e o último contracheque recebido. O atendimento acontece das 9h às 16h. De acordo com o sindicato, após a data final, o documento não será aceito.
A decisão ocorreu durante assembleias realizadas em 26 de março e 20 de agosto deste ano. Foi aprovada a contribuição negocial de 1% da remuneração em parcelas mensais, nos meses de setembro de 2026 até agosto de 2027, incluindo no décimo terceiro deste ano.
Sindicato
Em nota enviada ao O DIA, o sindicato se posicionou. "O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro informa que o procedimento para apresentação da carta de oposição à contribuição negocial foi definido em assembleia com os trabalhadores. Todos os critérios e modalidade de entrega foram discutidos e aprovados em assembleia, de sócios e não sócios. O Sindicato realiza o atendimento dos trabalhadores que desejam apresentar a carta. Para isso, colocou sua estrutura para atender da melhor forma, com toda a celeridade possível. A entrega presencial na instituição é a única maneira de assegurar que é o próprio trabalhador quem recusa."
Em seguida, afirmou que os empregadores incentivam a oposição do desconto. "A verdade é que os patrões continuam pressionando os trabalhadores para que entreguem a carta de oposição. Não querem um Sindicato forte que lute pelo aumento da categoria. Em mais um ano, conquistamos reajuste salarial acima da inflação e diversos direitos para estes trabalhadores. E isso os patrões não aceitam e lançam inverdades e pressionam os trabalhadores, até mesmo aqueles que não estão no momento de entregar carta ou de outros municípios que não são representados por nós", continuou.
Por fim, defendeu a contribuição. "Essa é uma prática antissindical, que configura tentativa de inibir a atuação do Sindicato, visto que a contribuição é uma forma justa e necessária de manter o órgão atuante e forte para negociações com os setores patronais. Reafirmamos que a apresentação e atendimento foi debatida e aprovada em assembleia, que é justamente o espaço democrático para que os trabalhadores possam apresentar suas opiniões, sugestões e propostas. Caso os trabalhadores entendam que é necessário discutir ou alterar a forma atualmente estabelecida, o caminho é participar das assembleias do Sindicato e levar essa demanda para debate coletivo."
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