Um integrante da torcida organizada Força Jovem, do Vasco, foi preso, nesta sexta-feira (11), por suspeita de de envolvimento na morte do tricolor Gabriel Pereira da Costa. O crime aconteceu durante um confronto entre membros da Young Flu e do grupo vascaíno em dezembro de 2025, em Mesquita, na Baixada Fluminense.
Fagner Lima Gonçalves, conhecido como "Vega", acabou localizado por agentes em sua casa, no mesmo município, em cumprimento a uma ordem judicial.
A briga aconteceu na Rua Magno de Carvalho, horas antes do clássico pela semifinal da Copa do Brasil, no Maracanã. Segundo a Polícia Civil, os rivais entraram em conflito no local, momento em que Gabriel acabou esfaqueado e agredido.
Ainda de acordo com as investigações, o suspeito disparou na direção de pessoas que tentavam socorrer o jovem, impedindo o resgate. A vítima só recebeu atendimento após a chegada da Polícia Militar, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na madrugada seguinte.
A prisão foi realizada por policiais civis da 57ª DP (Nilópolis), que cumpriram o mandado de prisão preventiva contra Fagner. Ele permanece à disposição da Justiça.
Relembre o caso
O torcedor tricolor Gabriel Pereira da Costa foi agredido, esfaqueado e arremessado no Rio Socorro durante um intenso confronto entre integrantes da Young Flu e da Força Jovem do Vasco, no domingo, dia 14 de dezembro de 2025. O crime ocorreu na Rua Magno de Carvalho, na comunidade da Chatuba, em Mesquita, horas antes do clássico válido pela semifinal da Copa do Brasil. Na ocasião, vídeos que circularam nas redes sociais registraram a correria, o barulho de tiros e o momento em que a vítima ensanguentada era jogada no rio.
Policiais do 20º BPM (Mesquita) foram acionados para conter a confusão no local. O grupo fugiu com a chegada dos agentes, mas um dos envolvidos foi preso.
Gabriel chegou a ser socorrido e levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu na madrugada seguinte. As investigações sobre o homicídio do jovem ficaram a cargo da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
A reportagem de O DIA não localizou a defesa de Fagner Lima Gonçalves. O espaço segue aberto para manifestação.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral
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