Bebê Jade Duarte de Moura nasceu no dia 8 de setembro de 2026Arquivo pessoal
A informação foi confirmada pela avó paterna da recém-nascida ao O DIA. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informou que a bebê não resistiu apesar de receber todos os cuidados indicados e de todo o esforço da equipe médica.
Após chegar em casa, Jade teria apresentado febre. Ela foi levada a uma unidade de saúde particular inicialmente, onde passou por exames. Com a persistência e o agravamento do quadro, a família procurou o Hospital Municipal Albert Schweitzer nesta terça-feira (15), onde ficou internada na UTI neonatal. A criança apresentava estado de saúde grave.
Família acusa negligência no caso da mãe
Ela deu entrada na unidade de saúde por volta das 4h do dia 8 de setembro ainda sem ter rompido a bolsa amniótica, mas já com fortes contrações. Durante o trabalho de parto, Jéssica teria pedido por cesariana, mas o pedido não foi atendido.
Na tarde daquele mesmo dia, Jade nasceu. Logo após o parto, Jéssica começou a sentir fortes dores abdominais. Segundo a família, diversos profissionais foram informados sobre a situação da jovem, mas, quando questionados, diziam que se tratava de gases e prescreviam dipirona.
Inicialmente, Jéssica recebeu dipirona e voltou para casa em 10 de setembro, mas retornou à unidade de saúde no mesmo dia devido à persistência das dores. Segundo a direção do Mariska Ribeiro, ela apresentava sinais de atonia uterina, condição em que o útero não se contrai adequadamente após o parto.
Diante da gravidade do quadro, Jéssica foi transferida para o Albert Schweitzer, onde acabou sendo diagnosticada com uma infecção generalizada e passou por uma cirurgia de emergência. A causa da infecção ainda é investigada.
A jovem não resistiu e morreu no domingo (13). Este foi o terceiro parto normal de Jéssica. Ela já era mãe de outras duas crianças, de 9 e 4 anos. A mulher foi sepultada no Cemitério do Murundu, em Realengo, nesta quarta-feira (16). A despedida foi marcada pela comoção dos familiares, que se dizem perplexos com a perda repentina da jovem. Segundo os parentes, Jéssica era saudável e teve uma gestação tranquila, sem intercorrências.
O caso é investigado pela 34ª DP (Bangu), que apura uma possível negligência no atendimento prestado à jovem no Mariska Ribeiro. O corpo de Jéssica passou por perícia e a direção da maternidade informou que também está revisando todo o atendimento prestado à paciente.


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