Festival de pipas gigantes no posto zero da Praia do Flamengo, neste domingo (20)Carlos Elias Junior/Agência O DIA
“Hoje estamos participando da Semana de Arte do Rio com o nosso festival de pipas gigantes. Temos grupos de São Paulo, de São Gonçalo e do Rio de Janeiro. Juntos, fazemos esse espetáculo com pipas gigantes, artísticas e de manobra. A ideia é mostrar o lado cultural da pipa e compartilhar esse conhecimento com as pessoas de forma segura e divertida”, afirmou.
Segundo ele, a pipa atravessa gerações e mantém viva uma tradição que acompanha a história da humanidade.
“A pipa é uma tecnologia milenar que continua viva até hoje. Ela faz parte da evolução humana e segue despertando interesse em diferentes gerações. A pipa é a mãe do avião, é a mãe das tecnologias aerodinâmicas. A pipa é mais do que milenar, a pipa não se perdeu no tempo e continua viva até hoje, sendo viva no sentido de ser uma tecnologia milenar e ainda assim útil e viva na mão das pessoas. Diferente de muitas tecnologias que se perderam no museu, perderam utilidade e não tem mais função. A pipa não, a pipa tem função, A pipa já serviu de diversas formas de instrumentalização, está ligada à evolução da humanidade. A pipa e o ser humano, de alguma maneira, evoluíram. A gente pode dizer que criamos as ferramentas e as ferramentas nos recriam. A pipa é um exemplo disso.”, destacou.
Entre os visitantes estava o arquiteto Marcos Henrique Freire de Brito Fernandes, de 52 anos, que saiu da Barra da Tijuca com o filho sem saber exatamente o que encontraria no evento e acabou se surpreendendo.
“Chegamos sem muita expectativa e fomos surpreendidos positivamente. O ambiente é muito agradável, cheio de famílias. O pessoal do evento foi muito receptivo, deixou a gente participar, manipular as pipas e ainda teve oficina para as crianças. Valeu muito a pena. Teve oficina de pipa também, na qual a gente participou, com o Téo, que é o meu filho, e a gente gostou muito, achamos que valeu muito a pena ir e presenciar e participar ”, contou.
Nascido e criado na Taquara, em Jacarepaguá, Marcos lembrou que a pipa fez parte da infância dele e de outros membros da família.
“Meu pai soltava pipa, meu irmão solta pipa, eu também sempre soltei e meu sobrinho herdou esse gosto. Com o passar do tempo, a internet e outras formas de entretenimento acabaram afastando um pouco as crianças dessas brincadeiras de rua. Por isso é tão importante ver eventos como esse, que ajudam a manter essa tradição viva e aproximam pais e filhos”, disse.
Ao longo da programação, o público também participou de oficinas de confecção de pipas artísticas, assistiu a apresentações de bolhas gigantes e acompanhou atrações musicais. Com o mar ao fundo e o vento favorável, as pipas gigantes transformaram a paisagem da orla em um verdadeiro espetáculo ao ar livre, atraindo olhares de quem passava pelo local.
O festival retorna no próximo dia 27, novamente na Praia do Flamengo, dentro da programação da Edição Primavera da Semana de Arte do Rio.










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