Carlos José Queiroz Viana estava agachado no momento em que os bandidos atiraramReprodução
O pedido foi apresentado nas alegações finais de dois processos que tramitam na Justiça. Entre os réus estão os policiais militares Fábio de Oliveira Ramos, lotado no 3º BPM (Méier), e Felipe Ramos Noronha, do 15º BPM (Duque de Caxias). Ambos foram expulsos da Polícia Militar em agosto deste ano após decisão de conselho disciplinar da corporação.
Segundo a PM, os dois cometeram transgressões consideradas graves, relacionadas à utilização de veículos roubados, furtados ou clonados e ao envolvimento com armamento irregular. Os militares já estavam presos desde a época da investigação do homicídio. Também respondem pelo caso Mayck Júnior Pfister Pedro, Dênis da Silva Costa e José Gomes da Rocha Neto, conhecido como Kiko.
Conforme o Ministério Público, Fábio Ramos, Felipe Noronha e Mayck Júnior foram presos poucas horas após o assassinato. Eles foram localizados em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, próximo a um Jeep Compass que teria sido utilizado na ação criminosa e posteriormente incendiado.
Meses depois, a investigação chegou a Dênis da Silva Costa, apontado como participante da logística do crime. Já José Gomes da Rocha Neto foi preso em janeiro deste ano e é apontado pelos investigadores como responsável por coordenar a empreitada criminosa.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é que armas encontradas durante a apuração também teriam sido utilizadas em outros homicídios investigados pelas autoridades. A informação integra o conjunto de elementos apresentados pela acusação à Justiça.
Defesas
A defesa de Mayck Júnior Pfister Pedro questiona a validade de provas extraídas de seu telefone celular, alegando suposta quebra da cadeia de custódia. Os advogados também sustentam que as conclusões do inquérito estariam fundamentadas em interpretações subjetivas dos investigadores e afirmam que não há provas de que o acusado tenha participado do planejamento ou da execução do homicídio.
Já a defesa de José Gomes da Rocha Neto, conhecido como Kiko, afirma que não existem elementos concretos que demonstrem sua participação no crime. Segundo os advogados, os contatos mantidos com o policial militar Fábio de Oliveira Ramos decorriam de uma relação de amizade antiga e não teriam qualquer ligação com a execução do policial civil. Em depoimento, Kiko negou envolvimento no caso e afirmou que uma das chamadas realizadas no dia do crime teria sido feita para convidar o amigo a praticar atividades físicas.
A reportagem de O DIA procura as defesas de Fábio de Oliveira Ramos, Felipe Ramos Noronha e Dênis da Silva Costa para comentar as alegações finais apresentadas pelo Ministério Público e o pedido de submissão dos acusados a júri popular. O espaço permanece aberto para manifestações.

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