Governador Ricardo Couto se reúne com agentes cadeirantes da Operação Lei Seca nesta segunda-feira (21) Divulgação/Governo do Rio
Durante a roda de conversa, alguns desses relatos emocionaram os participantes. Agente da Operação Lei Seca há 17 anos, Elaine Cristina Cordeiro contou que teve a vida transformada após ser atingida por um motorista embriagado que realizou uma ultrapassagem perigosa. Na ocasião, ela havia acabado de passar em um concurso público e voltava para casa para contar a notícia à mãe. Elaine ficou quase dois anos em coma.
"Saí de casa com um filho de oito anos e, quando acordei, ele já estava perto dos dez. A Lei Seca transformou a minha dor em missão. Hoje sou uma mulher feliz, tenho meus filhos, meus netos, e são eles a minha esperança e a razão de eu continuar lutando para que outras famílias não passem pelo que a minha passou", contou Elaine.
Márcio da Silva Alcântara também relatou as consequências permanentes do acidente que sofreu. Atualmente, ele depende da mãe para os cuidados mais básicos do dia a dia. Ela enfrenta um câncer, situação que, segundo o agente, aumenta o temor sobre o futuro. Apesar das dores e limitações, Márcio afirma que encontrou no trabalho da Operação Lei Seca uma nova razão para seguir em frente.
"Eu convivo com muitas dores, mas a Lei Seca me tirou da cama e me devolveu um propósito. Aqui eu tenho uma profissão e uma missão: usar a minha história para ajudar o próximo e evitar que outras pessoas passem pelo que eu passei", afirmou Márcio da Silva Alcântara.
Ricardo Couto exalta importância do programa
Para o secretário de Estado de Governo, Marcos Simões, o encontro mostrou a dimensão humana do trabalho realizado pelo programa. "Foi um encontro muito emocionante. Ouvir essas histórias dos agentes cadeirantes da Operação reforça a importância desse trabalho sério e transparente. A Lei Seca salva vidas todos os dias e isso ficou claro nos relatos que ouvimos hoje", pontuou.






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