Paulo Neto Rosa é acusado de tentar matar a ex-companheira na BaixadaDivulgação PMRJ

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Paulo Neto Rosa por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, em Magé, na Baixada Fluminense. A mulher ficou com o rosto desfigurado após ser violentamente agredida e precisou passar por cirurgia plástica, tendo partes do nariz e dos lábios arrancadas pelas mordidas.

O crime aconteceu na madrugada de sábado (12), quando o casal discutiu em um bar. Ao deixar o local, a vítima foi seguida pelo acusado, que a derrubou no chão e passou a atacá-la repetidamente no rosto.

O Ministério Público considerou que a agressão descumpriu uma medida protetiva concedida pela Justiça em agosto. Na ocasião, Paulo foi proibido de se aproximar ou manter contato com a mulher, inclusive por redes sociais.

Por meio da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Magé, o órgão pediu que o acusado responda ao processo no Tribunal do Júri e solicitou a fixação de uma indenização mínima de 50 salários-mínimos por danos materiais e morais.

Relembre o caso

Na manhã de 13 de setembro, policiais do 34º BPM (Magé) foram acionados pelo filho da vítima, que relatou as agressões sofridas pela mãe. Na ocasião, a mulher estava internada na UPA de Piabetá e aguardava transferência para outra unidade de saúde devido à gravidade dos ferimentos.
De acordo com a corporação, a vítima teve lesões no nariz, nos lábios e na boca. A testemunha relatou ainda que parte dessas estruturas teria sido arrancada por mordidas.

Com a informação sobre o paradeiro do suspeito, identificado como Paulo, os agentes comunicaram o caso à 66ª DP (Piabetá). Após autorização da autoridade policial, a equipe seguiu até o endereço indicado e localizou o homem deitado em uma cama.

Encaminhado à delegacia, Paulo negou as agressões. No entanto, após a análise do caso, a Polícia Civil determinou sua prisão em flagrante por tentativa de homicídio. Segundo a Polícia Militar, o acusado já possui anotações criminais por ameaça, lesão corporal e violação de domicílio.
A reportagem de O DIA não localizou a defesa de Paulo Neto Rosa. O espaço segue aberto para manifestação.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral