Cerimônia aconteceu na casa da baluarte Tia Surica (E)Divulgação
“Receber essa medalha é uma alegria muito grande. A Portela e o samba fazem parte da minha vida desde menina. Divido essa homenagem com as mulheres que vieram antes de mim, que cantaram, cuidaram das nossas escolas e abriram caminho para tanta gente. É uma história que a gente precisa continuar contando”, afirma Tia Surica.
Segundo o presidente da Portela, Júnior Escafura, a homenagem celebra uma trajetória que se confunde com a própria história cultural do Rio.
“Tia Surica ajudou a construir a Portela que o mundo conhece. Ver essa trajetória reconhecida é motivo de orgulho para cada portelense e reforça a importância de valorizar as mulheres que sustentam a história do samba”, diz.
Mais do que receber artistas consagrados, o Cafofo se tornou um espaço de convivência, música e celebração do samba, onde encontros e rodas ajudaram a revelar e fortalecer talentos. A entrega da Medalha Chiquinha Gonzaga na própria casa de Tia Surica deu um significado especial à cerimônia, realizada no espaço que acompanha parte da trajetória da artista e da história do samba carioca.
O evento contou com roda de samba e apresentação da bateria da Portela. Criada em 1999, a Medalha de Reconhecimento Chiquinha Gonzaga leva o nome da compositora e maestrina brasileira, considerada uma referência do pioneirismo feminino na música. A honraria reconhece a contribuição de mulheres para a sociedade e a cultura.


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.