A vítima pulou sobre o capô do carro mas caiu quando o veículo acelerouReprodução
De acordo com as investigações, o motorista do veículo, identificado como Guilherme do Nascimento Pinto, levou dois comparsas até a região da Praça Mauá por volta das 2h. Os suspeitos desembarcaram do carro e passaram a abordar pessoas que circulavam pelo local.
Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava uma estratégia para se aproximar das vítimas, simulando uma abordagem amistosa, abraçando os alvos e dançando antes de roubar celulares e outros pertences.
Após o roubo, o mexicano tentou recuperar os bens e pulou sobre o capô do veículo utilizado na fuga. Em depoimento, Guilherme afirmou que um dos comparsas ordenou que ele acelerasse o carro. O motorista disse ter obedecido à ordem, fazendo com que a vítima fosse arremessada ao solo.
Carlos chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiu aos ferimentos.
Pouco tempo depois, por volta das 5h, agentes da Polícia Federal localizaram os três suspeitos. O motorista foi detido sem resistência, enquanto os outros dois conseguiram fugir a pé.
Conduzido à Delegacia de Homicídios da Capital, Guilherme confessou participação no crime e relatou que já havia atuado em outras ações semelhantes.
Segundo o interrogatório, ele afirmou ter participado de pelo menos cinco ou seis roubos do mesmo tipo e que recebia cerca de R$ 500 por cada investida criminosa. O suspeito também declarou que o grupo chegava a roubar entre oito e nove celulares por dia.
A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. As buscas pelos outros dois envolvidos continuam.
A reportagem de O DIA tenta contato com a defesa de Guilherme do Nascimento Pinto. O espaço segue aberto para manifestações.

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