Juan Barbosa, genro do gerente de farmácia Flavio de Abreu Lira, lamentou o ocorrido na Zona SudoesteCarlos Elias Junior
“Novamente ele saiu às 5h20 de casa e aconteceu essa fatalidade. Infelizmente a vida dele foi ceifada por pessoas que estão aí no mundo do crime. Era um trabalhador, um pai de família, uma pessoa que ajudava todo mundo. O que me falaram é que estava tendo uma guerra entre polícia e bandido. Automaticamente eles sempre fazem isso. Eles dão tiro para cima de BRT. Para quê? ”, afirmou Juan.
De acordo com o relato, Flávio pegava um ônibus até Sulacap e, em seguida, utilizava o BRT para chegar ao bairro onde trabalhava. Há mais de uma década no ramo farmacêutico, ele ocupava o cargo de gerente e era conhecido pelo comprometimento profissional.
“Em todos os anos que trabalhou, ele nunca chegou atrasado. Tinha orgulho de sair de casa para buscar o pão de cada dia e dar tudo do bom e do melhor para a família”, disse o genro.
Juan também destacou o impacto financeiro e emocional provocado pela perda.
“Hoje um salário mínimo não sustenta uma casa sozinho. Ele era o alfa da família, a pessoa que cuidava de tudo, do mantimento ao calçado. A família está devastada”, lamentou.
Além da dedicação profissional, Flávio foi lembrado pelos familiares como alguém alegre e presente na vida dos filhos e netos.
“Era um cara super extrovertido, gostava de reunir a família, comer uma pizza no fim de semana, brincar. Só queria ser feliz e cuidar dos filhos”, recordou.
A morte aconteceu durante uma operação do 18º BPM (Jacarepaguá) na comunidade Dois Irmãos. A ação tinha como objetivo combater a atuação de criminosos envolvidos em disputas territoriais na região. Durante a operação, policiais apreenderam cinco fuzis, uma pistola, sete carregadores de fuzil, duas granadas e câmeras usadas para monitoramento do local e prenderam dois suspeitos.
Após a prisão, os agentes foram informados de que um passageiro havia sido baleado dentro de um articulado do sistema BRT que passava pela região. A Polícia Militar ainda não informou oficialmente as suspeitas de onde possa ter partido o tiro que atingiu o passageiro.
Enquanto aguarda respostas sobre a origem do tiro, a família tenta reunir forças para organizar o sepultamento e lidar com a perda. Ainda não há informações sobre o velório e enterro de Flávio.
“É difícil acreditar que ele não vai voltar para casa. A gente só quer entender o que aconteceu e que os responsáveis sejam identificados”, concluiu Juan.




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