A Polícia Civil prendeu um integrante da milícia de Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, responsável por realizar cobranças de taxas ilegais a moradores da Baixada Fluminense. Guilherme de Sá Andrade, conhecido como Guilherme da Vinheta, de 30 anos, foi localizado no bairro Coroa Grande, em Itaguaí, na Região Metropolitana, nesta quarta-feira (14).
De acordo com as investigações da 50ª DP (Itaguaí), o criminoso era homem de confiança dentro da organização, sendo responsável por cobrar comerciantes da região, além de ameaçar de morte aqueles que não concordavam com o pagamento da taxa ilegal.
Ainda conforme apurado, ele realizava as cobranças em dias e horários alternados, com o objetivo de evitar as forças policiais. Em trabalhos de inteligência, agentes constataram o esquema e identificaram Guilherme, apontado como um assaltante que já foi vinculado ao Comando Vermelho (CV) e passou a integrar a milícia.
Após monitoramento, as equipes localizaram o miliciano em um veículo após a realização de cobranças em um motel, uma padaria e em uma loja na cidade. Com ele, foram apreendidos um revólver e a quantia de R$ 2.615 em espécie, proveniente de extorsões.
Ele foi autuado em flagrante por extorsão e porte ilegal de arma de fogo. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no esquema.
Luiz Antônio da Silva Braga, mais conhecido como Zinho, é o chefe da maior milícia que atua no Rio de Janeiro e já foi considerado um dos criminosos mais procurados do estado. Ele se entregou à Polícia Federal na véspera de Natal de 2023, e é mantido em presídio de segurança máxima, em Brasília.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos citados. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
Milícia de Juninho Varão foi alvo de operação
Ainda na quarta (14), a Polícia Civil realizou uma operação contra a milícia comandada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão, apontado como responsável pelo controle criminoso do Condomínio Jardim Guandu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Entre os alvos de busca e apreensão estava um policial militar da ativa.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), que identificou e indiciou nove integrantes do grupo. Para impor as cobranças ilegais, os criminosos recorriam a ameaças de violência e de expulsão dos moradores de suas próprias residências, além de interferir diretamente na administração do condomínio. Dessa forma, a organização mantinha o controle sobre o complexo residencial e explorava economicamente as vítimas.
Ao todo, os agentes buscaram cumprir dois mandados de prisão preventiva contra Felipe Alves da Silva, conhecido como Felipinho ou Portugal, apontado como homem de confiança de Juninho Varão e responsável pelo comando operacional das cobranças; e Marcos Francisco dos Prazeres Júnior, o MJ, identificado como um dos principais executores das cobranças e intimidações contra moradores. Eles ainda não foram localizados.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.