Carro do motorista foi encontrado com marcas de tirosReprodução/Rede Social

O motorista de aplicativo Luiz Fernando Santos, de 46 anos, foi baleado na cabeça na região da Colônia, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, na noite desta quarta-feira (21). Informações iniciais apontam que ele teria sido confundido com integrantes de um grupo criminoso rival. 
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Segundo a Polícia Militar, equipes do 18º BPM (Jacarepaguá) foram acionadas para verificar uma ocorrência de disparos de arma de fogo. No local, os agentes encontraram a vítima ferida dentro de um veículo.

O motorista precisou ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente foi transferido, na madrugada desta quinta-feira (22), ao Hospital Municipal Miguel Couto para avaliação da equipe de neurocirurgia. O estado de saúde dele é gravíssimo.
A região de Jacarepaguá é alvo de uma disputa territorial entre traficantes do Comando Vermelho (CV) e milicianos. O caso está sendo investigado pela 32ª DP (Taquara). A perícia foi acionada para o local e outras diligências estão em andamento para apurar os fatos.

Outro caso

Um motoboy colombiano denuncia ter sido feito refém por criminosos na Penha, na Zona Norte do Rio, após ser confundido com um integrante de uma facção rival. Manuel Lopez Murillo, de 25 anos, estava desaparecido desde que saiu para trabalhar e foi encontrado na última sexta-feira (17). O caso é investigado pela Polícia Civil, que busca identificar os responsáveis pelo crime.
Segundo a Polícia Militar, agentes da Unidade de Polícia de Proximidade (UPP) do Complexo da Penha encontraram o motoboy desorientado e o encaminharam para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. A vítima relata que conseguiu fugir do cativeiro após três dias. A ocorrência foi encaminhada à 22ªDP (Penha).
Em entrevista à imprensa, na porta da delegacia, Manuel contou que havia deixado uma passageira nas proximidades quando foi abordado por criminosos, que o acusaram de ser "X-9", termo usado para se referir a um informante.
"Eu estava deixando a passageira, que já era uma senhora de idade, e ela pediu ajuda pra tirar o capacete. Nisso que eu estava ajudando, um menino encostou do meu lado, na moto dele, e pediu para olhar meu telefone. Ele começou a olhar e ele olhou no meu capacete, que eu tinha um intercomunicador, daqueles intercomunicadores para você ouvir as ligações. Nisso, ele falou que eu estava escutando eles, que eu estava indo lá mandado, me chamou de alemão, X-9. Ele usou o rádio dele para chamar um outro colega. Aí o colega dele veio, e eu tive que subir de garupa da moto e eles me levaram lá para dentro", explicou.