Valéria foi esfaqueada pelo companheiro em Nova IguaçuRede Social

O sepultamento de Valéria Silva de Jesus Lima, de 42 anos, esfaqueada pelo companheiro, Maxwel de Souza Gomes, de 37, aconteceu na tarde deste sábado (24), no Cemitério de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O homem foi preso em flagrante na última quinta-feira (22).
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Nas redes sociais, a prima da vítima, Raíssa Meire, lamentou o crime poucas horas antes do enterro. “Queria que isso fosse mentira. Que crueldade”, escreveu.

Ao DIA, ainda na sexta-feira (23), a familiar destacou a generosidade e a dedicação de Valéria à família.

“O que falar da Valéria? Era uma mulher de ferro, que estava sempre disposta a ajudar as pessoas. Ela era maravilhosa, muito boa de coração. Todos gostavam dela. Aonde chegava, conquistava todo mundo”, disse a prima, que classificou o ocorrido como inacreditável.

Segundo Raíssa, a prima ajudou a criar os próprios sobrinhos, cuidou das irmãs quando eram mais novas e também acompanhou o pai até a morte, há cerca de dois anos. "A família está arrasada e ainda sem acreditar", acrescentou.
Sobre o homem apontado como responsável pelo crime, Raíssa afirmou que não tinha proximidade com ele. Segundo ela, era uma pessoa reservada, que quase não conversava com os demais.
Ainda nas redes sociais, amigos prestaram solidariedade aos familiares. "Muito triste pela notícia, era uma pessoa maravilhosa. Tive o prazer de trabalhar junto. Que Deus te receba de braços abertos", comentou uma amiga.
"Conheço ela desde pequena, menina trabalhadora, família, humilde. Triste isso, meu Deus! Vi ela crescer no bairro", acrescentou outra.

Valéria era mãe de seis filhos. Os três mais novos moravam com o pai, ex-marido dela.

Relembre o caso

A vítima foi atingida por três facadas — duas no tórax e uma abaixo da axila direita — na comunidade Três Campos, em Nova Iguaçu. Ela chegou a ser levada pelo próprio companheiro para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas não resistiu aos ferimentos. Maxwel foi preso na unidade de saúde e encaminhado à delegacia, onde prestou depoimento.

Durante o interrogatório, ele alegou que a própria vítima teria provocado os ferimentos. Segundo a Polícia Civil, no entanto, essa versão foi descartada.

No local do crime, os agentes encontraram o cabo de uma faca sem a lâmina. A Polícia Civil também analisa os depoimentos colhidos e os resultados dos exames periciais para esclarecer a dinâmica do crime. As investigações estão em andamento na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
A reportagem não localizou a defesa de Maxwel. O espaço está aberto para eventuais manifestações.