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Troca nas barcas só em fevereiro

Licitação sai em setembro e, diz secretário, há interessados

Por thiago.antunes

Rio - A Secretaria Estadual de Transportes já recebeu mais de 50 sugestões na consulta pública, que termina nesta quinta-feira, sobre a concorrência para a escolha do novo operador das barcas do Estado do Rio. O secretário Rodrigo Vieira disse esperar que o edital definitivo seja publicado em setembro, se não houver questionamentos da Procuradoria Geral do Estado. Se tudo correr bem, a troca da concessionária do serviço nas baías da Guanabara e da Ilha Grande deve ocorrer em fevereiro.

A CCR Barcas, que tinha contrato até 2023 e pediu para sair da concessão antes, já iniciou seu ‘plano de desmobilização’ para entregar o serviço ao próximo operador. O secretário avalia que não prevê grandes mudanças para os funcionários. “Normalmente, quando chega uma nova concessionária, ela aproveita os empregados e traz apenas um ou outro diretor.”

A CCR continua a operar o serviço até que a nova empresa assumaCléber Mendes / Agência O DIa

Vieira conta que ainda não pode dizer quantas sugestões de mudanças serão aceitas, mas garante que o edital vai exigir que se mantenham todas as seis linhas operadas pela CCR, com, no mínimo, a frequência atual. “Haverá ainda um ponto que exige que se aumente a frequência se houver maior demanda”, acrescenta.

Apesar de a CCR alegar falta de rentabilidade no serviço, o secretário diz que a tarifa máxima continuará a mesma e que já há vários grupos interessados na licitação. “O contrato atual foi quase a privatização do sistema, que não incentivava a eficiência. Agora será uma concessão focada na melhoria dos ganhos operacionais, que serão divididos entre a empresa e a modicidade das tarifas. A CCR tinha custos e dívidas antigos”, afirmou ele, sem revelar quantas companhias demonstraram interesse.

O edital prevê ainda que o novo concessionário apresente, em um ano, estudos de viabilidade de novas linhas, entre o Centro do Rio e São Gonçalo, Galeão e Caxias. A criação desta última chegou a estar prevista em Projeto de Lei aprovado na Alerj, mas o governador vetou o texto no último dia 17.

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