Um em cada cinco pacientes que tentaram suicídio buscou ajuda médica

O DIA dá início a uma série de reportagens que propõe uma discussão sobre formas de prevenir o suicídio

Por RENAN SCHUINDT

Infográfico
Infográfico -

Rio - José (nome fictício) tinha sinais de depressão quando procurou por ajuda. Um sinal de alerta que poderia até levar ao suicídio. Mas ele foi tratado e hoje conseguiu dar a volta por cima. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) indicou que um em cada cinco pacientes que tentaram tirar a própria vida procurou ajuda médica. José faz parte desse universo, que tende a ficar cada vez mais em evidência. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão será a doença mais comum da humanidade em 12 anos.

A pesquisa da Unifesp revela a dificuldade dos próprios profissionais de saúde para identificar esse pedido de socorro. "Muitas vezes, quem está em contato com os pacientes são médicos de outras especialidades", explica Eurico Correia, diretor médico da Pfizer. Ele reforça a importância do diagnóstico precoce. "Desmistificar o assunto, encorajando as pessoas na busca por ajuda, é uma forma de contribuir com toda a sociedade", argumenta.

A IMPORTÂNCIA DO RELATO

Teng Chei Tung, psiquiatra do Hospital das Clínicas da USP, faz um alerta sobre a importância do relato do paciente. Médicos, parentes e amigos também devem ficar atentos a mudanças bruscas de personalidade e isolamento. "Vale observar se são frequentes os comentários autodepreciativos ou sobre morte".

A hashtag #SaiaDaSombra, criada pela Pfeizer em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), tem o objetivo de incentivar a busca por ajuda no Setembro Amarelo, campanha criada para fazer com que esses sinais de alerta sejam ouvidos. Enquanto há tempo.

Galeria de Fotos

Infográfico ARTE KIKO
arte arte

Comentários

Últimas de Vida Saudável