Programa de Inclusão Produtiva contempla diferentes áreasFoto: Cleber Silva/Smas

Aperfeiçoar uma habilidade ou encontrar uma nova possibilidade de renda pode começar perto de casa. Em Volta Redonda, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Smas), mantém uma rede de oficinas distribuída por diferentes regiões do município, com o objetivo de ampliar o acesso da população a cursos de qualificação profissional e geração de renda.
O Programa de Inclusão Produtiva conta atualmente com 24 instrutores responsáveis por conduzir as atividades oferecidas à comunidade. A estrutura utilizada para a realização das oficinas inclui três Centros de Inclusão Produtiva (CIPs), localizados nos bairros Vila Mury, Verde Vale e Vila Rica, além de um Centro de Estudos e Produção Alimentar (Cepa), instalado no bairro São Sebastião. Complementando essa rede, o programa também desenvolve atividades em 35 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) espalhados pela cidade, garantindo maior capilaridade e alcance às ações do programa.
Com a retomada da oficina de Massagem Relaxante, a programação do Programa de Inclusão Produtiva passa a contemplar diferentes áreas de conhecimento, entre elas beleza, serviços e artesanato, com qualificações que podem ser utilizadas tanto na busca por uma oportunidade formal de trabalho quanto para a geração de renda de forma autônoma pelos próprios participantes.
No campo do artesanato, por exemplo, o aprendizado desenvolvido durante as oficinas pode ser transformado em produtos destinados à comercialização, permitindo que os participantes criem uma fonte extra de renda a partir das habilidades manuais desenvolvidas. Já nas áreas de beleza e serviços, os conhecimentos adquiridos ao longo dos cursos podem contribuir diretamente para a entrada ou a reinserção dos participantes no mercado de trabalho formal, ampliando as chances de empregabilidade.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Rosane Marques, a qualificação oferecida pelo programa amplia significativamente as possibilidades para quem participa das atividades oferecidas pela Smas. Segundo ela, quando uma pessoa aprende algo novo ou aperfeiçoa uma habilidade já existente, ela passa a contar com mais possibilidades, sendo esse justamente o objetivo do programa: oferecer conhecimento que possa ser aproveitado tanto no mercado de trabalho quanto na geração de renda.
Já a subsecretária Larissa Garcez destacou a importância da descentralização das atividades como estratégia para ampliar o alcance do programa. De acordo com ela, levar as oficinas para diferentes regiões da cidade facilita o acesso de quem deseja se qualificar profissionalmente, já que a oportunidade precisa estar próxima das pessoas e das comunidades onde elas vivem, evitando que a distância se torne um obstáculo para a participação.
Para Cristiane Alves, diretora do Departamento de Proteção Social Básica (DPB), os caminhos construídos a partir da qualificação oferecida pelo programa podem ser diferentes para cada participante, respeitando a realidade individual de cada pessoa atendida. Segundo ela, cada participante pode utilizar aquilo que aprende de uma maneira diferente, podendo representar o primeiro passo para uma oportunidade de trabalho, uma nova fonte de renda complementar ou simplesmente o aperfeiçoamento de uma habilidade que a pessoa já possuía anteriormente.
A oferta descentralizada das oficinas permite que essas atividades façam parte da rotina dos serviços oferecidos pela Assistência Social no município, chegando a públicos de diferentes regiões da cidade e fortalecendo, dessa vez, as ações de Inclusão Produtiva desenvolvidas por Volta Redonda ao longo dos últimos anos.