Projeto representará o município em simpósio de inovação e tecnologia na ChinaFoto: Divulgação/Fevre
Trabalho de educação ambiental da rede pública de Volta Redonda vira referência internacional
Artigo sobre ferramenta utilizada em projeto no Colégio J. B. de Athayde, da Fevre, representará o município em simpósio de inovação e tecnologia na China
O município de Volta Redonda será representado no 6º Simpósio de Tecnologia Educacional da Ásia 2026, que acontece em novembro, em Hong Kong, na China. O evento, que reunirá especialistas para discutir as principais inovações, tendências e a aplicação de novas ferramentas tecnológicas no ambiente educacional, teve aceito como participante o artigo “BioSelect: An Educational Serious Game for Selective Waste Collection Across K–12 Education”, escrito pela professora Giselle Furtado, do Colégio José Botelho de Athayde, administrado pela Fevre (Fundação Educacional de Volta Redonda), em parceria com outros autores.
O trabalho apresenta o BioSelect como uma ferramenta educacional que utiliza a linguagem dos jogos para abordar a separação correta dos resíduos, investigando sua aplicação com estudantes da educação pública básica, incluindo a participação dos alunos do J.B. de Athayde, que vivenciaram e contribuíram para o processo de aplicação e experimentação do jogo.
A professora Giselle conta que o projeto partiu da necessidade de identificar, nas escolas, como transformar o conhecimento em atitudes e aprendizagens mais significativas para os estudantes. A partir daí, ela buscou soluções que se aproximassem a Educação Ambiental da linguagem dos jogos e tecnologia, que fazem parte do universo dos alunos.
“Daí surgiu a ideia de uma parceria com os alunos do Curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas do Colégio Pedro II (campus São Cristóvão), no Rio, que desenvolveram o jogo BioSelect como parte de um projeto de iniciação científica, orientado pelos professores Flávio Costa e Bianca. Assim, um problema observado na escola deu origem a uma proposta construída a muitas mãos”, explica Giselle, ressaltando o sentimento da conquista como profissional e representando a escola de Volta Redonda.
“É um orgulho enorme poder levar, para além das fronteiras do Brasil, o nome da nossa escola, do Colégio José Botelho de Athayde, e mostrar que a escola pública também é espaço de pesquisa, inovação e produção científica.”
O presidente da Fevre, Caio Pinheiro Teixeira, parabenizou à professora pelo projeto e também destacou a importância de se investir em tecnologia e inovação associadas ao âmbito da educação.
“A tecnologia faz parte do dia a dia de todo mundo, mesmo que em proporções diferentes, e no ensino é uma aliada. Com o auxílio dela, associada ao trabalho dos profissionais, conseguimos amplificar a qualidade do aprendizado. E essa conquista mostra o quanto investir na educação pública de qualidade é fundamental e gera resultados positivos, principalmente na formação desses jovens”, detalhou Caio.

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