
A brincadeira de Luiz Fernando na coletiva de ontem, ao dizer que o elenco esperava por Gustavo Scarpa com um bolo de aniversário o meia fez 24 anos , foi o máximo que o Fluminense conseguiu sobre o polêmico assunto. Mais uma vez sem ter aparecido ou dado satisfação, Scarpa segue seu caminho próprio, mas pelo menos seus representantes se pronunciaram pela primeira vez, deixando a entender que o futuro será longe das Laranjeiras.
Em contato com o 'Blog do PVC', os representantes de Scarpa disseram que ele está insatisfeito por uma série de situações desde o fim de 2016. O primeiro problema aconteceu após um acordo de renovação com o ex-presidente Peter Siemsen, que foi alterado pela diretoria atual, que alegou uma política de austeridade que não permitia pagar o salário oferecido anteriormente. Outra coisa que incomodou o meia foi a negativa à proposta de compra do Palmeiras, em janeiro de 2017.
O desgaste entre jogador e Fluminense aumentou com os constantes atrasos nos pagamentos de salários e direitos de imagem. A situação piorou de vez após o processo de negociação do Fluminense com os clubes paulistas em dezembro. Os empresários alegam que Scarpa não foi consultado em momento algum sobre sua preferência de transferência e confirmaram que o apoiador não aceitou ir para o Palmeiras por empréstimo de apenas um ano.
Com isso, o acordo que estava praticamente selado o Fluminense receberia Hyoran, Roger Guedes (convencido a defender o clube) e um zagueiro (Juninho ou Luan) não aconteceu. Scarpa e seu staff queriam um empréstimo de dois anos, já que seu contrato com o Tricolor termina em meados de 2020.
O Fluminense não se pronunciou sobre as declarações e segue aguardando pela apresentação do jogador, que pode dar uma coletiva na próxima semana, segundo os empresários.






