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Desgoverno do Rio não ajuda economia

Em meio aos arrastões, atos de vandalismo e de violência mostrados repetidamente no noticiário, as autoridades maiores deveriam estar à frente de seus postos e colocando a cara na mídia, para dar explicações e anunciar as medidas tomadas para a correção dos desvios

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12/2/2018 -  Banda de Ipanema Mirim, Praça General Osório, Ipanem Foto de Maíra Coelho / Agência O Dia. Cidade, Carnaval, Fantasia, Crianca, Zona Sul
12/2/2018 - Banda de Ipanema Mirim, Praça General Osório, Ipanem Foto de Maíra Coelho / Agência O Dia. Cidade, Carnaval, Fantasia, Crianca, Zona Sul -

Em meio a recessão econômica dos últimos tempos (que agora começa a se dissipar) e à crise do Rio que ainda não foi solucionada, o Carnaval se apresenta como uma possível trégua para as mazelas financeiras. Maior evento carioca, com hotéis lotados, cidade abarrotada de turistas e a esperança de faturamento alto, é uma forma de minimizar a penúria da nossa economia.

Por isso, o prefeito Marcelo Crivella e o governador Luiz Fernando Pezão deveriam ser os maiores interessados e comandantes do Carnaval do Rio, mas ambos viajaram e deixaram os seus postos. Em meio aos arrastões, atos de vandalismo e de violência mostrados repetidamente no noticiário, as autoridades maiores deveriam estar à frente de seus postos e colocando a cara na mídia, para dar explicações e anunciar as medidas tomadas para a correção dos desvios.

O governador foi descansar em Piraí e o prefeito foi fazer um tour pela Europa, uma viagem a trabalho (ou seja, pago pelos cariocas), segundo explicou, para conhecer experiências "inovativas" (e não "inovadoras") na área de segurança.

Pela importância do evento e pelo que representa, em todos os sentidos, do econômico ao cultural, são as datas em que ambos deveriam estar de plantão em seus gabinetes com toda a equipe de prontidão. Ambos têm o direito de descansar e viajar, mas nunca no Carnaval, que além de representar o período de maior movimento econômico, projeta a imagem do Rio para o resto do ano, atraindo mais ganhos para a cidade.

A maior parte das ocorrências negativas tem a ver com a violência, com assaltos a turistas. Segurança pública é responsabilidade do Estado, portanto, de Pezão. Suas funções vão muito além do esforço financeiro para tentar pagar a folha do funcionalismo público em dia. Deixou para a PM dar explicações para o público, o que gerou a estapafúrdia declaração de que os foliões não deveriam usar os celulares na folia e tirar selfies.

Já Crivella deu inúmeras demonstrações de desapreço pela cidade que deveria governar. O prefeito só se manifesta por vídeos gravados, descrevendo situações de ordem e eficiência dos serviços públicos que não condizem com o que o carioca assiste nas ruas, parece viver numa redoma diferente da realidade.

Assim não há economia que se recupere. A impressão que nossos governantes deixam é que faltariam aos seus próprios funerais.

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