Teste: Argo Trekking se sai bem na terra e no asfalto

Versão aventureira do hatch médio tem suspensão elevada, pneus mistos e bom nível de equipamentos. Preço sugerido é de R$ 58.990

Por Lucas Cardoso

Modelo vem de série com assinaturas em LEDs nos faróis, farol de neblina e retrovisores elétricos pintados de preto
Modelo vem de série com assinaturas em LEDs nos faróis, farol de neblina e retrovisores elétricos pintados de preto -

Mogi das Cruzes (SP) - A primeira experiência com carros 'aventureiros' da Fiat foi na década de 1990. De lá para cá, a marca aprimorou a fórmula e desenvolveu versões desse tipo aos montes. Todas com bastante sucesso. E agora é a vez do Argo ganhar versão mais robusta chamada de Trekking. Lançado na última terça-feira, o hatch despojado da Fiat é baseado na versão 1.3 Drive e traz como destaque visual modificado, suspensão elevada e pneus mais largos de uso misto. O preço é de R$ 58.990, R$ 2 mil a menos que a maioria dos concorrentes Onix Activ, HB20X, Sandero Stepway e Ka Freestyle.

Conhecemos a versão aventureira do Argo em um curto trecho de pouco mais de 20 quilômetros em Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. O trecho misturou um percurso mais extenso em rodovia e uma pequena rota em rota com terra batida. No trajeto, o desempenho do Argo Trekking, que utiliza o mesmo motor da versão Drive 1.3, foi agradável.

Apesar da suspensão elevada em quatro centímetros, os pneus de uso misto de banda mais larga e o vão em relação ao solo de 21 cm — maior da categoria, segundo a Fiat — o carro não ficou instável em curvas. Pelo contrário, as mudanças parecem até ter deixado o modelo mais equilibrado. Segundo a marca, a dirigibilidade melhor se deve a troca de molas e amortecedores, além de um ajuste na direção elétrica.

O motor econômico 1.3 FireFly de 109 cavalos e 14,2 quilos de torque trabalhou bem sob pressão. Pisamos fundo no trecho rodoviário e as respostas foram ágeis. Saídas e retomadas não foram um problema para o modelo. Elevada, a suspensão manteve o bom desempenho já visto nas outras versões do modelo e superou bem as imperfeições do solo. O nível de ruído no interior da cabine também é um dos pontos altos do modelo. A versão só não é nota 10 porque em altas velocidades o som do motor chega até os passageiros e isso não é culpa do pneu mais largo, que poderia ser o culpado.

A relação do diferencial do modelo precisou ser encurtada para compensar o diâmetro diferente da roda e do pneu, que ficaram mais largos e altos. Tudo para manter o mesmo desempenho das demais versões com o motor 1.3. O novo kit de pneus Pirelli foi montado exclusivamente para a versão Trekking.

O motor econômico 1.3 FireFly de 109 cavalos e 14,2 quilos de torque trabalhou bem sob pressão. Pisamos fundo no trecho rodoviário e as respostas foram ágeis. Saídas e retomadas não foram um problema para o modelo. O câmbio manual de cinco marchas tem bom escalonamento, apesar de ser um pouco longo. Havia expectativa de que esse modelo pudesse trazer alguma novidade no quesito transmissão automática, como a adoção de um sistema CVT, mas ainda não deve acontecer. Assistida eletricamente, a direção do hatch médio continua deixando a desejar em altas velocidades. No trecho de rodovia, percebemos o volante leve quando deveria estar mais firme.

Por fora, a nova opção da linha Argo, que já alcançou a marca de 100 mil unidades desde o lançamento, conta com visual exclusivo. Alguns itens são comuns nesse segmento, como as molduras plásticas em toda a volta e caixas de roda, grafismos e roda em tom diferente. O Argo Trekking adiciona retrovisores elétricos pintados de preto, aerofólio e teto também nesse tom. O escape esportivo, emprestado da versão HGT, reforça a pegada despojada do modelo.

No interior, com exceções, como a logo alusiva a versão que aparece nos bancos, costuras em laranja e ao emblema da marca em tom escurecido, nada mudou. O modelo segue oferecendo bom acabamento e conforto. Completo, o Argo Trekking conta com a central multimídia Uconnect de sete polegadas projetada no painel. 

A versão deve chegar às concessionárias este mês. Os únicos opcionais do modelo são as rodas de liga leve de 15 polegadas (R$ 1.590) e a câmera de ré, com gráficos de rota (R$ 700). Juntos, os dois itens custam R$ 2.290, o que eleva o valor do modelo para ainda competitivos R$ 61.280. 

Galeria de Fotos

Modelo vem de série com assinaturas em LEDs nos faróis, farol de neblina e retrovisores elétricos pintados de preto Lucas Cardoso
Interior da versão Trekking se destaca pelos acabamentos sempre escurecidos no painel, portas e teto. Bancos também contam com padronagem exclusiva e costuras em laranja divulgação
Modelo vem de série com assinaturas em LEDs nos faróis, farol de neblina, retrovisores elétricos pintados de preto e sensores de estacionamento traseiros Lucas Cardoso
De série, configuração conta com escapamento esportivo, barras longitudinais no teto e aerofólio pintado de preto, assim como o teto Lucas Cardoso
Dianteira ganhou acabamentos em preto fosco na parte inferior do para-choque e adesivo preto no capô Lucas Cardoso
Pneus de uso misto deixam o carro mais preso ao chão em terrenos menos amistosos. Opcionais, as rodas de aro 15 custam R$ 1.400 a mais Lucas Cardoso
Central multimídia utilizada na versão é a Uconnect de sete polegadas Divulgação

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