Rafael Martins, CEO do Grupo Máxima - Divulgação
Rafael Martins, CEO do Grupo MáximaDivulgação
Por O Dia
Publicado 01/11/2020 07:00 | Atualizado 02/11/2020 12:28
Dados da ONG Ampara Animal apontam que a procura por adoção de pets cresceu 50% durante a pandemia do coronavírus. Sobretudo porque, com mais tempo em casa, as pessoas puderam dedicar mais atenção a esses seres, além de contarem com uma companhia para a solidão provocada pelo isolamento social.

Mas, ter um animal de estimação requer, além de tempo e amor, investimento com banho, tosa, alimentação, consultas com veterinário e também demanda a compra de itens, como roupinhas, acessórios e brinquedos. O gasto mensal médio com pets é de R$ 177,46, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Este montante ostenta o 11º tíquete médio do Brasil e pode ser superado a partir das demandas específicas de cada pet.

Com toda essa dedicação aos companheiros, não é à toa que o Brasil figura, por dois anos consecutivos, como segundo principal mercado pet do planeta, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

No mundo dos negócios, o ecommerce é um formato de vendas que registra expansão ano a ano e foi ampliado durante a pandemia. As vendas online mais do que dobraram em junho de 2020, registrando um aumento de 110% quando comparadas ao mesmo período do ano passado, segundo o Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), em parceria com o movimento Compre & Confie.

Como vimos, segmento pet apresentou uma expansão, assim como o comércio por meio de computadores e celulares, e ambos devem sair fortalecidos da crise pós-covid. Então, por que não uni-los em um modelo de negócio? O pet shop online é uma tendência que vale tanto para organizações que estão entrando no mercado quanto para empresas que já atuam com vendas em uma loja física. O modelo também é válido para operações de atacadistas e distribuidores que querem atender os lojistas de forma on-line.

Os benefícios dessa modalidade são inúmeros, aproveitando o novo cenário de consumo, mais aberto à adoção de pets e às compras pela internet. Podemos citar a redução de custos proporcionada por uma estrutura mais enxuta do que as lojas físicas, uma operação disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana para os clientes. Além disso, há um melhor relacionamento com o cliente, pois você passa a conhecê-lo por intermédio dos dados coletados, existe uma ampliação da margem de lucro em função da redução de custos diretos e indiretos, se comparado a uma loja física; e baixo custo com marketing digital.

O investimento, neste caso, consiste em colocar no ar um site próprio. E a escolha de uma plataforma de e-commerce é essencial para aumentar as chances de sucesso no mercado. Se a empresa já tem uma operação física, a plataforma deve estar conectada a um sistema de gestão, que será capaz de criar um estoque único, integrando operação física e on-line.

Independente do modelo de negócio escolhido - ecommerce, omnichannel ou aplicativo - ainda é possível operar no mundo pet com um comércio de pequeno e médio porte. Isso porque 70% dos itens pet são comercializados em lojas de bairro, como afirma Rafael Ballarini, presidente da Associação Nacional de Distribuidores de Produtos Pet (Andipet). A dica para ter sucesso é profissionalizar o negócio, de modo a superar os desafios e aproveitar as oportunidades.


Rafael Martins é CEO do Grupo Máxima