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Arrumar a casa é coisa de homem

O IBGE apurou que 8 milhões de homens a mais passaram a fazer os afazeres domésticos em 2017, o que significa que já são mais de 53 milhões de homens brasileiros

Por O Dia

Rio - O IBGE divulgou um recorte da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar) com informações de 2017, comparadas com as 2016, sobre o trabalho doméstico de homens e mulheres. A pesquisa aponta que os homens estão fazendo mais tarefas domésticas. O IBGE apurou que 8 milhões de homens a mais passaram a fazer os afazeres domésticos em 2017, o que significa que já são mais de 53 milhões de homens brasileiros. Quando colocado em termos percentuais, 76% por homens informam que se dedicam a fazer alguma tarefa doméstica em 2017, o que é um contingente maior do que os 71% registrados na PNAD de 2016.

Na verdade, nos dias de hoje, ainda surpreende que de cada 4 homens brasileiros um não ajude com as tarefas domésticas. Para esses, parece que ainda está presente o antigo conceito machista de que as tarefas domésticas são exclusiva competência feminina.

Mesmo com o crescimento da participação masculina na rotina doméstica a divisão das tarefas ainda é muito desigual, sempre pesando muito mais para o lado das mulheres. De acordo com o IBGE, em média, o homem dedica 10 horas por semana para as atividades do lar. Por sua vez, as mulheres comprometem 20 horas semanais. Ou seja, elas trabalham o dobro do que eles, quando se trata de arrumar casa, cozinhar, passar roupa e lavar a roupa e a louça.

Se ainda estamos distantes de um equilíbrio nessa divisão, é muito positivo que os homens estejam mais participantes, pelo menos para a economia. Pois esse despertar masculino para as tarefas domésticas, em grande medida, vem sendo motivada pela crise econômica. Com o desemprego, muitos homens que estão em casa esperando um recolocação acabam por assumir uma várias rotinas existentes dentro de casa. Em algumas famílias de classe média esse movimento força às demissões das empregadas domésticas e, consequentemente, o serviço acaba sendo redistribuído entre todos os membros familiares.

Gilberto Braga é professor de Finanças do Ibmec e da Fundação Dom Cabral

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