Veja quais são os ramos da Engenharia que estão em alta no Brasil

Entrevista com o engenheiro e professor Marcos Ferreira sobre os rumos da carreira

Por FRANCISCO ALVES FILHO

Engenheiros trabalhando
Engenheiros trabalhando -

RIO - Estimativas do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) apontam que o Brasil tem um déficit de 20 mil engenheiros por ano. O país forma cerca de 40 mil desses profissionais anualmente, enquanto Rússia, Índia e China formam 190 mil, 220 mil e 650 mil, respectivamente. Quais as ramificações da Engenharia têm espaço no mercado de trabalho atualmente? Marcos Ferreira, coordenador dos cursos Engenharia Elétrica e de Computação da UniCarioca, responde a essa e outras perguntas:

Quais as especialidades de Engenharia em alta no mercado?

Marcos Ferreira - Há o grupo das Engenharias tradicionais, composto por Engenharia Elétrica, Civil, Mecânica, Química e contemporaneamente Computação. Essas Engenharias não perderão espaço no futuro, pois são básicas para as demais.

Quais os principais espaços para essa área nas empresas?

Marcos Ferreira - O foco das especializações estará em sistemas corretos no âmbito ambiental, envolvendo as áreas de saneamento, tratamento de resíduos, mobilidade urbana com otimização de transportes , aproveitamento e recurso da água, desenvolvimento de materiais de construção mais resistentes e sustentáveis, utilização de energias limpas. (Leia a entrevista completa aqui)

Ramos da Engenharia (2)

Para Marcos Ferreira, os profissionais de Engenharia precisarão ter conhecimentos sobre outras áreas de atuação. Isso fará com que as competências das diversas Engenharias se misturem. "O engenheiro de computação deverá desenvolver competências na área de robótica e energia, assim como o engenheiro civil necessitará agregar conhecimentos de arquitetura e meio ambiente. O engenheiro químico poderá desenvolver competências na área de energia e sustentabilidade e muitos outros conhecimentos para oferecer um conjunto de soluções ambientalmente sustentável", explica ele.

 

Vocação em segundo plano

Segundo um levantamento feito com 5.400 estudantes pela Companhia de Estágios - consultoria e assessoria especializada em programas de estágio e trainee - mais de um terço dos universitários brasileiros escolheram seus cursos baseados nos benefícios oferecidos pelo mercado de trabalho; para eles, a vocação ficou em segundo plano frente às tendências profissionais. Quase 60% deles estão nos dois primeiros anos de curso.

Mais velhos no mercado

Os cientistas garantem que as atuais novas gerações viverão muito mais do que as anteriores, graças à novas descobertas e tecnologias auxiliares voltadas ao refino da medicina. "Essa condição impactará o movimento das novas gerações pelo meio empresarial. Ficará muito difícil os representantes dessas gerações terem uma única profissão ao longo de sua vida profissional, pois viverão mais." Afirma Ruy Leal, superintendente da Ong Via de Acesso

Incentivo

"Toda ação humana, quer se torne positiva ou negativa, precisa depender de motivação". Dalai Lama, líder religioso do budismo tibetano.

 

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