Os caminhos do Agrônomo

Espaço para a carreira de Engenharia Agronômica é grande e marcado pela inovação

Por FRANCISCO ALVES FILHO

Engenheiro Agrônomo.  Budimir Jevtic/ Divulgação
Engenheiro Agrônomo. Budimir Jevtic/ Divulgação -

Um bom caminho profissional que continua com boas oportunidades mesmo em meio à crise é a Agronomia, ou Engenharia Agronômica. Diante do crescimento do agronegócio, as vagas para trabalho qualificado surgem em bom número. Mas é preciso entender que o trabalho atual no campo nada tem a ver com o que se fazia décadas atrás. Quem optar por essa carreira vai ter que se adaptar a tecnologias cada vez mais inovadoras.

A tecnologia constantemente contribui com soluções importantes que modificam os processos nos mais diversos setores da economia. É assim também com o agronegócio. Depois de muitas evoluções, o trabalho rural chega na chamada Agricultura 4.0. As novas ferramentas digitais modificam e otimizam todas as etapas do ciclo produtivo. Isso aumenta a produtividade, reduz custos, traz mais agilidade e segurança alimentar para o campo. Da biotecnologia à alta conectividade.

A tal Agricultura 4.0 é, na verdade, um conjunto de tecnologias digitais de ponta integradas e conectadas por meio de softwares, sistemas e equipamentos capazes de otimizar a produção agrícola, em todas as suas etapas.

Os novos métodos são usados, por exemplo, para análise do clima. Os resultados do campo estão intimamente ligados a fatores climáticos, que afetam todas as etapas do desenvolvimento das culturas, bem como a relação das plantas com a fauna, que impacta a ocorrência ou não de doenças e pragas na plantação.

Assim, a coleta organizada e frequente dos dados meteorológicos é muito valiosa para a atividade agrícola. Essa prática favorece diversas operações no campo, com o preparo do solo, a adubação, a semeadura, a irrigação, a colheita e outros aspectos. (Veja mais detalhes sobre a profissão de Agrônomo)

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Os drones são outro bom exemplo de tecnologia a ser utilizada pelo Agrônomo. Essas pequenas aeronaves abarcam um sistema de computador, um GPS e uma câmera. Essas câmeras tiram fotos e realizam filmagens em alta definição a uma altura de até 60 metros. A autonomia de voo é de cerca de 40 minutos, o que permite registrar imagens em uma área de 40 hectares. A uma altura de 300 metros, um drone consegue capturar imagens de 6 hectares em uma única foto. Essas imagens podem ser usadas para detectar problemas na plantação, como doenças, falhas, plantas voluntárias, deficiência na irrigação e etc.

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Os Agrônomos usam também uma série de sensores detecta o ambiente em que estão instalados e coletar dados relativos à temperatura, à umidade relativa do ar, às condições de irrigação, à salinidade do solo, entre outros. Existem dispositivos com câmeras específicas que emitem raios ultravermelhos para analisar a saúde da planta e obter informações sobre seu estádio de desenvolvimento, por exemplo.

Também existem sensores de altura que podem avaliar a topografia da propriedade e ir ajustando as barras de pulverização ao longo da aplicação.

 Utilização da Gama Filho

Transformar o antigo campus da Universidade Gama Filho (UGF), localizado na Piedade, Zona Norte da capital, em um polo público de educação. É o que propôs o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Waldeck Carneiro (PT), durante audiência pública realizada na quarta-feira no Clube River, no mesmo bairro, em que foi debatido o destino do antigo campus, desativado desde o início de 2014.

COLHEITA. "Se você me deseja o zero, eu te desejo o cem... Cada um colhe o que planta e eu quero plantar o bem" Chorão, cantor e compositor falecido, líder da banda Charlie Brown Jr.

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