Em coletiva da UPB, representante da Fenaguardas fala sobre situação dos guardas municipais na pandemiaReprodução

Por PALOMA SAVEDRA
Em coletiva que a União dos Policiais do Brasil (UPB) realizou nesta quarta-feira para repudiar as medidas previstas na PEC Emergencial, a diretora da Federação Nacional de Sindicatos de Guardas Municipais do Brasil (Fenaguardas), Rejane Soldani, apontou a situação dos agentes que atuam nas cidades brasileiras. Segundo ela, o setor, que também atua na linha de frente durante a pandemia, contabiliza mais de 100 mortes de guardas vítimas da covid-19.
"É lastimável estarmos nessa situação em que o governo federal nos colocou. A PEC penaliza os servidores que estão na ponta executando politicas públicas tão essenciais para a população. No caso da minha categoria, a população presente nos municípios brasileiros. A criminalidade não fez lockdown, ela não está em home office, continua nas ruas. Nós, guardas, nesse momento de pandemia estamos na ponta atuando na fiscalização das medidas preventivas contara covid-19, e estamos adoecendo e morrendo. Isso não é justo", declarou Rejane.
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"Enquanto isso, o governo nos ataca. É na Reforma da Previdência, na Lei Complementar 173, e agora novamente impondo medidas restritivas numa chantagem para se conceder o auxílio tão necessário para a população mais carente", acrescentou.
A diretora da Fenaguardas - que representa 120 mil guardas civis e metropolitanos em todo o país - afirmou ainda que, em decorrência da função exercida pelos agentes, em especial durante a pandemia, o tratamento deveria ser outro: "Não estamos sendo vacinados".
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"Mais de 100 guardas municipais mortos vítimas da covid. Estamos na ponta protegendo a população. Mas para que a gente possa proteger, a gente também precisa de proteção. Esse governo nos ataca mais uma vez, não é justo com esses profissionais que estão dedicando suas vidas".