Coluna vinho - Divulgação
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Por O Dia

Rio - A rolha que veda vinhos tradicionalmente é feita com cortiça e constitui, junto com a criação da garrafa, as duas maiores conquistas da longa história do vinho. Antes delas e até o início do século XVII o vinho era retirado dos tonéis logo após a fermentação e colocado em ânforas que eram vedados precariamente com tampões de linho, embebidos em linhaça ou mel. Isto porque o álcool e o açúcar evitam a entrada do oxigênio, que acelera o avinagramento do vinho.

As primeiras rolhas de cortiça eram cônicas e só em 1830 surgiram os equipamentos capazes de introduzir rolhas cilíndricas nos gargalos das garrafas. A árvore que de onde se tira a rolha chama-se Sobreiro atualmente apenas existente em Portugal, Espanha e Grécia. Uma vez cortadas das árvores as "capas" são submetidas a um longo processo de secagem e tratadas com fugicidas. Só depois estarão prontas para serem recortadas e utilizadas. Mas esse "estarão prontas" leva cerca de 43 anos!

Suas virtudes são inúmeras: elasticidade, aderência, compressibilidade, longevidade, resistência ao fogo, permeabilidade ao gás e aos líquidos, além de ser natural e biodegradável. Por isso, o seu uso é quase milenar. E uma curiosidade: quando a gente abre uma garrafa, quase sempre a rolha é muito mais velha do que o vinho!

Reinaldo Paes Barreto é consultor de vinhos e gastronomia

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