Por thiago.antunes

Rio - Quem disse que gringo não tem rebolado? Há apenas 15 dias no Brasil, a canadense Elane Millman, de 37 anos, reúne cariocas todas as semanas na Pedra do Leme, para praticar um esporte que já foi considerado brincadeira de criança e agora está fazendo a cabeça de homens e mulheres de todas a idades: girar o bambolê. Aproveitando o cenário natural da cidade e o verão, a professora ensina a manter a forma de um jeito diferente e divertido.

Com seus bambolês coloridos e acompanhada de aproximadamente dez alunos, Elane mudou o cenário dos fins de tarde, todas as quartas-feiras, no gramado da Praça Almirante Júlio de Noronha. Hospedada no Morro do Vidigal, a canadense veio para o Rio escrever um livro sobre massagem e aromaterapia. Segundo ela, a ideia de aproveitar seu tempo livre para ensinar o esporte surgiu após perceber a carência de professores na cidade.

Há 15 dias no Rio%2C Elane (D) conta que percebeu que faltavam professores para a modalidade e resolveu abrir o ‘curso de b ambolê’.Fernando Souza / Agência O Dia

“Percebi que aqui há uma comunidade crescente de praticantes de bambolê e não tinha professores para ensinar as técnicas. Tive a ideia de vir aqui para aproveitar o cenário maravilhoso da cidade e ensinar esse esporte que faz bem para o corpo, para a mente e todos podem praticar”, contou.

Elane disse que a divulgação de seu trabalho aconteceu de forma natural. “Só divulguei no Facebook mas a maioria dos alunos decidiram fazer a aula porque viram e gostaram. O Rio é o lugar ideial para praticar. A cidade é muito física, todos se exercitam o tempo todo.”A professora também garantiu que não há restrição de idade e nem tipo físico para se divertir no centro do bambolê. A atividade exercita os músculos dos braços, pernas, costas, abdômen, entre outros, além de desenvolver o equilíbrio e a concentração. 

E para quem pensa que bambolê é coisa de menina, Elane diz que os homens são os seus alunos preferidos. “A mulher traz a graça e o homem a energia, a virilidade. Sem contar que é um ótimo lugar para conhecer mulheres, então alguns vêm por isso”, comentou.

Com a tradicional habilidade carioca%2C Julia e Jam contaram como aprenderam com rapidez%3A “Há truques que a gente só pega praticando”Fernando Souza / Agência O Dia

As amigas Julia Horowicz, de 27 anos, e Jam Terra, 38, mostravam habilidade no círculo enquanto acompanhavam os movimentos da professora ao som de uma música. Elas disseram que basta praticar para não perder o rebolado. “Existem truques fáceis e difíceis, que a gente pega na prática. Para mim, no início, não foi fácil vencer a timidez, porque o bambolê sempre caía no chão. Dava vergonha. Mas agora eu estou toda rebolativa, levando ele para todos os lugares”, comemora Julia.

Cinquenta pessoas no ‘bamboleio’

Marcados pelas redes sociais, encontros de bambolê estão se espalhando por cartões postais da cidade. No último domingo, cerca de 50 pessoas se reuniram no gramado do MAM (Museu de Arte Moderna) para um “bamboleio”. No grupo do Facebook “Bambolê Brasil”, encontros são divulgados e há informações sobre como comprar o brinquedo.

A professora Elane Millmam vai ficar no Rio até junho e pretende levar o bambolê para as pessoas na comunidade onde está morando, o Morro do Vidigal. “Ainda não conheço muita gente lá, mas eles são muito felizes e aposto que vão adorar a novidade”, disse.

Agende-se

As aulas da professora Elana Millman são realizadas todas as quartas-feiras, a partir das 18h, no gramado da Praça Julio de Noronha, perto da Pedra do Leme. Ela cobra R$ 25 por aula ou R$ 80 para grupos de 4. O encontro da última quarta marcou o fim de sua primeira série de aulas.
A professora fornece os bambolês e nas segundas-feiras a aula é livre. Na semana que vem, os encontros serão interrompidos devido a uma viagem, voltando ao normal após o período. O telefone da canadense para contato é 99688-0533.

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