Rio - Já sob a luz do dia, a Beija-Flor de Nilópolis encerrou o primeiro dia de desfiles do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí. A maior campeã do Sambódromo fez um desfile inovador, com alas utilizando fantasias diferentes. Com o gigantismo de sempre e um dos mais belos sambas do ano, a escola da Baixada Fluminense fechou a noite como uma das favoritas ao título do Carnaval. Como ponto negativo, a utilização apenas de fantasias indígenas, dificultaram bastante a leitura do enredo e poderão dar a um jurado mais tradicional uma visão de poluição visual do desfile.
Acostumada a romper barreiras no Carnaval do Rio de Janeiro, a Beija-Flor escreveu mais uma história neste domingo. A escola de Nilópolis que trouxe para a Sapucaí o enredo sobre o romance de José de Alencar, "Iracema", utilizou alas apenas com as vestimentas de indígenas.
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Quase todas coreografadas, as alas da escola deram a Avenida uma variação de cores inédita nos desfiles de escolas de samba.
Nos outros quesitos, a Beija-Flor cumpriu a cartilha da competência que é de costume. A bateria passou muito bem, combinando com o samba-enredo que é um dos melhores do Especial.
A comunidade nilopolitana também fez a sua parte e cantou como sempre. As alegorias da escola mostraram a beleza e magnititude que historicamente marca a agremiação.
A proposta inovadora será testada na apuração na Quarta-Feira de Cinzas. Por não apresentar nenhuma variação nas fantasias, a escola poderá perder pontos em enredo, já que apenas as alegorias foram utilizadas para dar andamento ao desfile.