Marquês de Sapucaí pode ficar de cara nova

Governador pretende captar investimentos para transformar o Sambódromo em centro cultural, com arenas e escolas

Por MARTHA IMENES

Wilson Witzel em visita ao Sambódromo
antes da abertura
do Carnaval
Wilson Witzel em visita ao Sambódromo antes da abertura do Carnaval -

Rio - O Carnaval parece ter servido de inspiração e o governador Wilson Witzel diz que o Sambódromo pode se tornar em um grande centro cultural que funcionará o ano todo. O governador informou que buscará investimentos para fazer reformas e instalar escolas, restaurante e até uma pista para realização de jogos de hockey.

No segundo dia de desfiles do Grupo de Acesso A, o governador chegou a comparar a Marquês de Sapucaí com dois ícones norte-americanos que atraem turistas o ano inteiro: o Madison Square Garden e a Times Square, ambos em Nova York.

Witzel diz que tem planos para reformar e desenvolver o Sambódromo, que já tem 35 anos. "Estamos levantando os custos para transformar o Sambódromo, a partir deste ano ainda, em um espaço de convivência da história do Carnaval", afirmou Witzel.

Witzel disse que planeja transformar o Sambódromo em um espaço cultural que funcione plenamente o ano inteiro para que o turista ao chegar no Rio possa ter a opção de conhecer o Templo do Carnaval, mesmo fora dos festejos de Momo.

"Tenho falado com as escolas de samba e questionado porque nós não podemos ter aqui sempre uma representação das escolas? Usar sábado, domingo, sexta-feira à noite, um restaurante. O Sambódromo foi projetado para ser escola. Eu estou pensando em colocar uma escola, pensando ainda qual vai ser o tipo de escola. Uma atividade constante. É preciso dar vida ao sambódromo", contou Witzel.

ÍCONES DE NY

O governador comparou a Marquês de Sapucaí com o complexo de arenas esportivas Madison Square Garden, afirmando que, assim como o espaço nos Estados Unidos, o Sambódromo não pode parar.

Para Witzel, com a construção de arenas no local haverá a possibilidade de ações esportivas, como jogos de hockey. O governador comparou ainda o Sambódromo à principal rua de Nova York: "O Sambódromo é a nossa Times Square".

Em busca de investimento para repaginar o local

No primeiro dia de desfiles do Grupo de Acesso A fortes chuvas alagaram o Sambódromo impedindo o início dos desfiles, que somente começaram com mais de meia hora de atraso.

O governador, presente ao primeiro dia de desfiles, portanto testemunha do caos instaurado na passarela por causa da chuva, avaliou que a saída para o "piscinão do Sambódromo" é reformar o local. "Vamos repaginar o Sambódromo", disse Witzel, que pretende captar R$ 10 milhões em investimentos.

Vale lembrar que o local hoje é administrado pela prefeitura. Procurada pelo DIA para saber se passaria a administração do Sambódromo ao governo do estado, a prefeitura encaminhou a solicitação à Riotur, que não se manifestou até o fechamento desta edição.

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