Vigilância reduziu descarte de alimentos em 151% no Carnaval

Números de vistorias e multas no Sambódromo se aproximam aos de 2018, mas com redução de 151% no descarte de produtos e 25% nos riscos de alimentos

Por O Dia

Vigilância reduziu descarte de alimentos em 151% no Carnaval
Vigilância reduziu descarte de alimentos em 151% no Carnaval -

Rio - A subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) fechou o Carnaval de 2019 com redução de 151% na inutilização de produto impróprios para consumo e 25% os riscos de alimentos. Durante dez dias de atuação, o órgão fez 504 inspeções – sendo 55 em pontos de blocos e 449 na Passarela do Samba.

"Ampliamos as ações de orientação e a capacitação de ambulantes, manicures, massagistas, chefs de cozinha e até tatuadores, entre outros profissionais, para atuarem em pontos de folia. Iniciamos dois meses antes do carnaval as inspeções em eventos pré-carnavalescos e em estabelecimentos na rota dos blocos. Com isso, otimizamos o nosso efetivo e conseguimos fazer mais com menos", explicou a médica-veterinária Márcia Rolim, subsecretária de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonose da Prefeitura do Rio.

A vigilância cresceu em 210% as inspeções em eventos pré-carnavalescos e nos quiosques, bares, restaurantes e hotéis na rota dos blocos. No ano passado, foram 277 vistorias com 52 quilos de alimentos descartados, contra as 848 realizadas esse ano, resultando em quase 900 quilos de produtos inapropriados inutilizados. Esses processos levaram a menos irregularidades nas fiscalizações feitas durante o carnaval. Outro avanço foi a obrigatoriedade da Licença Sanitária para Eventos Transitórios, instituída em janeiro desse ano pelo novo Código Sanitário do município.

"Foi a primeira vez que licenciamos as atividades para o carnaval. Emitimos 340 licenças e tivemos acesso a dados dos organizadores dos eventos e fornecedores de serviço de saúde e de alimentos, o que nos permitiu ampliar, por exemplo, a fiscalização de empresas fornecedoras da Sapucaí. E, ainda considerando o risco sanitário como um todo, nossos técnicos atuaram mais em conjunto, o que nos permitiu agir em áreas até então não cobertas", informou o superintendente de Educação da Vigilância, Flávio Graça, adiantando que a exigência de licença neste carnaval não implicou na cobrança da taxa que começa a vigorar em abril.

Entre as novidades trazidas pela atuação em conjunto apontada por Flávio Graça está a vistoria nos espaços de beleza explorados por cabeleireiros, maquiadores e tatuadores no Sambódromo. Essas atividades passaram a ser também vistoriadas pela Coordenadoria em Saúde da Vigilância Sanitária, até então limitada a verificar o atendimento em ambulâncias e postos médicos na Passarela do Samba. 

"A ação ficou mais completa, com os fiscais da Saúde verificando estruturas como a presença de lavatórios para a higienização das mãos dos profissionais, ao mesmo tempo que os fiscais da Engenharia conferem o sistema de abastecimento de água", finalizou Virgílio Goncalves Lêdo, coordenador de Saúde da Subvisa.

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