
"Pedi um prazo de 30 dias para escolas e aí fazer a parte interna e administrativa. Em seguida, eu entro com minha carta de renúncia e o vice-presidente (Zacarias Siqueira) assume. Caso ele não queira ficar no cargo, o presidente do Conselho Deliberativo (Ubiratan Guedes) assume e tem 30 dias para convocar nova eleição", afirmou Castanheira ao site Carnavalesco.
Nos bastidores das escolas de samba, os dirigentes acreditam que a manutenção do regulamento do Carnaval 2019, com o rebaixamento da Imperatriz e do Império Serrano, façam Castanheira seguir no comando da Liesa. A assembleia geral para a manutenção do regulamento do Carnaval 2019 só deve acontecer na primeira quinzena de julho, já que a Liga precisa acertar todos os trâmites legais para a realização da nova votação.
Se confirmada, a saída de Jorge Castanheira acarretará em um longo processo. A preocupação nos bastidores das escolas de samba é que o processo de produção para os desfiles do Carnaval 2020 seja comprometido. O sorteio que geralmente acontece em junho ou julho pode ficar para agosto.
A reportagem do Carnavalesco apurou que o posicionamento firme de Castanheira (figura de personalidade conciliadora) vai ao encontro de problemas de relacionamento entre as principais lideranças da liga. Na plenária ficou evidente a irritação de Anísio Abraão David, que deixou a reunião antes de seu término. Outro que demonstrou muito descontentamento foi Capitão Guimarães, que ameaçou abandonar o Carnaval, caso não haja um consenso entre as forças políticas expostas.
Sem nenhuma confirmação oficial surgem nomes como possíveis opções para o comando da Liesa. Rodrigo Pacheco, vice-presidente da Mocidade, é um desses. A ex-presidente do Salgueiro, Regina Celi, e, Fernando Horta, presidente da Unidos da Tijuca, seriam outras opções. O momento ainda é de espera e apreensão.