Liesb define mudanças nas séries B, C e D do Carnaval

A partir do ano que vem, a Liesb contará com apenas dois grupos: o Grupo Especial da Intendente Magalhães e o Grupo de Acesso da Intendente Magalhães

Por *Juliana Mentzingen

Desfiles da Liesb reúnem 350 mil pessoas na Intendente Magalhães
Desfiles da Liesb reúnem 350 mil pessoas na Intendente Magalhães -
Rio - Foram definidas mudanças na Liga Independente das Escolas de Samba do Brasil (Liesb), responsável pelos desfiles das séries B, C e D, na Estrada Intendente Magalhães, em Campinho. A partir do ano que vem, a Liesb contará com apenas dois grupos: o Grupo Especial da Intendente Magalhães, que reunirá as 26 agremiações das séries B e C, e o Grupo de Acesso da Intendente Magalhães, com as 11 escolas da série D. Além disso, foi definida no sábado, em uma plenária, a nova diretoria administrativa da entidade, que terá a frente Clayton Ferreira, ex-presidente da Império da Praça Seca.

De acordo com Clayton, a mudança tem o objetivo de unificar as agremiações e fortalecer o Carnaval da Intendente Magalhães. "A intenção é fazer um Carnaval ainda mais forte, organizado e unificado para uma possível busca de parceiros comerciais para que possamos sair da dependência única e exclusiva do dinheiro estatal", ressalta.

No dia 18 de junho, foi anunciado que oito escolas de samba da série B criaram uma aliança: a Liga Intendente das Verdadeiras Raízes das Escolas de Samba (Livres). O motivo é a insatisfação com a "falta de estrutura, falta de clareza, falta de honestidade com as escolas e com os presidentes", segundo Raphaela Nascimento, presidente da Livres e da G.R.E.S Tradição. Para ela, o primeiro passo da nova liga já foi dado. "Conversamos com o governador para que os desfiles da série B voltem a acontecer na Sapucaí". De acordo com Clayton, as oito escolas ainda são filiadas à Liesb e estão participando da nova configuração para o Carnaval do ano que vem.

Ainda segundo ele, não há chance de que o Carnaval das antigas séries B, C e D voltem para a Sapucaí. "Há o problema de datas, logística e estrutura. As escolas do grupo de acesso não têm espaço físico para fazer os carros alegóricos. Se elas têm dificuldade pra fazer Carnaval, imagine as escolas do grupo B?", enfatizou. Segundo ele, em 2016, a RioTur reconheceu os problemas e descartou a possibilidade.

Durante os cinco dias de desfile da Liesb, 350 mil pessoas passam pela Intendente Magalhães. "A gente se destaca por ser o carnaval do povo. Nossa luta é tornar o Carnaval da Intendente Magalhães mais brioso e bonito do que já é", disse o presidente.
*Estagiária sob supervisão de Martha Imenes

Comentários