Rainhas de bateria contam suas superstições para os desfiles na Sapucaí

Beijinho no ombro: saiba como as beldades do Carnaval se blindam contra energias ruins durante a passagem na Marquês de Sapucaí

Por Luana Dandara

Bianca Monteiro, rainha de bateria da Portela
Bianca Monteiro, rainha de bateria da Portela -

Rio - Entrar com o pé direito, tomar banho de sal grosso, usar um amuleto... o que não falta é simpatia para atrair sorte e sucesso, principalmente antes de um momento especial. E para as beldades que vão desfilar à frente da bateria na Marquês de Sapucaí não é diferente. O DIA descobriu o que quatro rainhas de bateria do Grupo Especial têm de superstição antes de desfilar no Carnaval.

Raissa Machado, por exemplo, completa sete anos como rainha da Viradouro e conta que esse é seu número de sorte. "É um numero que nos trará muita sorte! Tenho certeza de que faremos um desfile perfeito, regidos pela energia desse número. Sete foram os dias da criação do mundo, são os dias da semana, as cores do arco-íris, os orixás, e por aí vai", detalha ela.

Já Bianca Monteiro, que sai há 18 anos pela Portela, confessa que por conta do enredo 'Guajupiá, terra sem males', sobre os indígenas no Rio, ela focou em sua espiritualidade. "É um desfile que mexe com a ancestralidade, é uma história viva. Precisamos pedir licença. Meu tataravô foi índio", lembra a morena.

Portela

Bianca Monteiro, de 31 anos, é rainha de bateria da Portela há três anos. De religião espírita, conta que desfila com a sua guia, um fio de contas para proteção, no pescoço ou enrolada na mão. "Antes do desfile, no dia, também procuro estar cercada por um mínimo de pessoas e fazer as minhas orações. Minha relação com o espiritismo é diária, sempre procurando o equilíbrio", conta a beldade. 

União da Ilha

A musa fitness Gracyanne Barbosa, de 36 anos, destaca que faz uma oração antes de entrar na Sapucaí pedindo pela proteção da escola. Ela também diz que não acredita em sorte. "Minha sorte é fazer parte de uma família especial como a União da Ilha. É uma troca surreal que enche meu coração de amor e alegria. Quando o abre-alas entra no desfile, sempre me emociono". 

Gracyanne Barbosa, rainha de bateria da União da Ilha - Reprodução Internet

Viradouro

Raíssa Machado, de 35 anos, já teve seu bumbum eleito como o mais bonito da Sapucaí, em 2013. Ela usa uma pedra como amuleto na Avenida. "Em meio à loucura e a ansiedade pré-desfile, eu nunca esqueço de rezar a oração do Pai Nosso. E tenho uma pedra, tipo cristal, não muito grande, que coloco escondida por baixo da minha fantasia. Poucos sabem disso", revela.

Raíssa Machado, rainha de bateria da Viradouro - Cleber Mendes

Estácio de Sá

Jaqueline Maia, de 35 anos, é devota de São Jorge e antes do desfile pela Vermelha e Branca, ela benze toda a sua fantasia com a água benta da igreja do Santo Guerreiro, em Quintino. "Passo desde no meu sapato até na minha cabeça, com as minhas mãos e minha fé. Também entro e saio da Sapucaí com o pé direito, agradecendo por tudo. Nesse mundo de Carnaval, a festa profana, a gente precisa se proteger", afirma.

Jaqueline Maia, rainha de bateria da Estácio - Divulgação/Leo Cordeiro

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Bianca Monteiro, rainha de bateria da Portela Wallace Mendonça / Divulgação
Raíssa Machado, rainha de bateria da Viradouro Cleber Mendes
Jaqueline Maia, rainha de bateria da Estácio Divulgação/Leo Cordeiro
Gracyanne Barbosa, rainha de bateria da União da Ilha Reprodução Internet

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