Leandro Vieira posa no barracão da Imperatriz Leopoldinense. No fim do desfile, Lamartine será lembrado em uma escultura - Gilvan de Souza/Agência O Dia
Leandro Vieira posa no barracão da Imperatriz Leopoldinense. No fim do desfile, Lamartine será lembrado em uma esculturaGilvan de Souza/Agência O Dia
Por Luana Dandara
Dono de dois campeonatos pela Mangueira em apenas quatro anos de Grupo Especial, o carnavalesco Leandro Vieira, de 36 anos, vai mostrar uma nova faceta na Sapucaí este ano. É que além de ser responsável pelo Carnaval da Estação Primeira, ele também está à frente da Imperatriz Leopoldinense, que virá na Série A. E o artista promete um desfile cheio de cor e alegria na Verde e Branca de Ramos, ao reeditar homenagem ao compositor Lamartine Babo.
"Aproveitei essa oportunidade de me apresentar duas vezes, no sábado e domingo, para mostrar que não sou só um. É a possibilidade de mostrar o mesmo artista em dois caminhos estéticos diferentes", conta ele.
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Ao se debruçar sobre o enredo 'Só dá Lalá', o carnavalesco revela que evitou assistir ao desfile campeão de 1981, assinado por Arlindo Rodrigues, e, assim, evitar fazer uma cópia.
"Trabalhei com a minha memória visual, das lembranças sobre esse desfile. Foquei no que propõe o samba", explica. "O enredo, a maneira de fazer, as minhas opções artísticas foram leves. É um visual distinto da Mangueira, que é um tema mais denso e pede outra abordagem. A Imperatriz foi um refresco brincalhão", completa.
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E a proposta deu certo. A comunidade Leopoldinense comprou a briga e já esgotou as fantasias para o Carnaval 2020. "Sabia que o Lamartine ia proporcionar isso. A Imperatriz precisava se reencontrar com a festa", argumenta.
Escola terá abre-alas com 50 metros de comprimento
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O desfile da Imperatriz será aberto com uma alegoria com 50 metros de comprimento, que representará uma locomotiva. "Nem no Grupo Especial a Imperatriz teve um carro desse tamanho. É o trem da alegria, uma alusão ao programa de rádio onde Lamartine lançou boa parte de sua obra", detalha Vieira.
"Lamartine me deu a possibilidade de um enredo festivo, com visual jocoso e brincalhão, diferente do que estou fazendo na Mangueira", diz o campeão do Carnaval - Gilvan de Souza/Agência O Dia
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No setor seguinte, o carnavalesco levará à Sapucaí as canções juninas e das festas nos estádios de Lamartine.
No último e terceiro setor, dedicado ao Carnaval, as marchinhas do compositor popular serão abordadas, como 'Uma andorinha não faz verão'. Figuras carnavalescas como bate-bola e colombina também vão ser retratadas pela Verde e Branca. "Na última alegoria é a coroação do Lamartine no palco iluminado", revela o artista.
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Leandro faz questão de ressaltar que o tempo não está sendo dividido entre as escolas, mas somado. "Estou tendo mais ideias, mais trabalho, fazendo mais Carnaval. Uma experiência incrível. Se o dia tem 24 horas, eu trabalho 30", brinca. "Não sei se é o auge do Leandro Vieira, mas é um ano muito bom", finaliza o campeão.