Membros da Liga RJ estiveram na sede da Riotur nesta sexta-feira (23)Divulgação
Segundo a Liga RJ, algumas escolas da Série Ouro ainda não iniciaram o processo de credenciamento para o Carnaval 2026 por entenderem ser indispensável a manutenção das mesmas quantidades e do mesmo formato adotado nos carnavais anteriores, bem como a garantia de um espaço no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
Pedido de TAC
Na sede da Riotur, a Liga RJ apresentou uma proposta de revisão do contrato de cessão do Sambódromo. A entidade sugere que os valores obtidos com patrocínios, publicidade, marketing e outras explorações comerciais do espaço público sejam divididos proporcionalmente, sendo 60% para o Grupo Especial e 40% para as escolas da Série Ouro, respeitando os dias de desfile de cada grupo.
Como solução institucional para evitar novos conflitos e decisões unilaterais no futuro, a Liga RJ defendeu a construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com a participação dos órgãos competentes, "como instrumento adequado para assegurar isonomia, transparência, segurança jurídica e equilíbrio na utilização do espaço público".
Ainda em nota, a entidade disse aguardar um posicionamento formal da Riotur sobre os pontos apresentados, destacando que a manifestação do órgão é necessária para o avanço das negociações e para a definição do calendário e da organização do Carnaval 2026.
"A entidade reforça que o Sambódromo é um espaço público e não pertence a nenhuma liga. As escolas da Série Ouro não aceitarão decisões unilaterais, coação ou práticas que contrariem a legalidade e o princípio da isonomia. O TAC se apresenta como a solução mais eficaz para evitar que situações como as relatadas se repitam nos próximos carnavais, garantindo estabilidade institucional, previsibilidade e respeito às escolas de samba", diz outro trecho da nota.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.