Pe Lu integrou a banda RestartReprodução de vídeo

Rio - Ex-integrante do Restart, Pe Lu recordou o período de dificuldade financeira que enfrentou depois do fim da banda, dona de hits como "Levo Comigo" e "Recomeçar", em 2014. Em um vídeo publicado no Instagram, nesta segunda-feira (20), o cantor comentou que não enriqueceu, mesmo diante do sucesso do grupo, e reconheceu as escolhas erradas em termos de investimento. 
"Quando a Restart terminou, em 2014, eu estava praticamente sem dinheiro por uma série de questões. Primeiro, que a gente ganhou bem menos dinheiro do que as pessoas pensam. Segundo, que eu não tinha noção nenhuma, base nenhuma de investimento, de como guardar o meu dinheiro, então eu fiz um monte de escolhas erradas, comprei apartamento com juros altíssimos, troquei de carro, enfim. Eu estava ali, terminando a banda, sem saber direito o que é que eu ia fazer da minha vida e sem grana", afirmou. 
Com isso, ele decidiu mudar de ramo e investiu em um negócio com a irmã, Naira Ávilla. "Peguei a última grana que eu tinha guardado e investi junto com a minha irmã numa clínica de estética, que depois virou uma franquia grande de estética, mas naquele momento era uma loja. Junto com o dinheiro, eu coloquei muito trabalho também. A gente tinha que fazer tudo, a gente cuidava do marketing, da parte comercial, da parte financeira. Então, me vi saindo dessa posição de glamour, de sucesso e de fama para de repente ter reunião comercial, tendo que tentar comprar ponto no shopping e negociar coisas que eu nem sabia direito".
Pe Lu lembrou que as pessoas estranhavam ao vê-lo nas reuniões comerciais por acreditarem que ele era rico. "Durante uma boa parte desse processo, também me sentia mal, como se eu tivesse sido mal sucedido na minha empreitada, então eu fiz uma coisa, eu não consegui sustentar essa coisa no mesmo nível para sustentar minha vida. Isso passava pela minha cabeça e eu me sentia bem fracassado várias vezes."
Após a expansão no negócio, o artista enfrentou um novo desafio profissional a pedido da irmã: cuidar da carreira do sobrinho, João Guilherme, fruto do antigo relacionamento dela com Leonardo. "Cuidei da carreira dele por 10 anos e, nos primeiros anos era isso, luta, briga, construção para que as marcas conhecessem ele, para que agências conhecessem ele, para que ele tivesse bons papéis. Várias vezes, de novo, eu me senti assim, que alguém me olhava e pensava: 'Ué, mas você não é o cara da daquela banda?' O que aconteceu com o seu sucesso?'", relatou.

Apesar do fim do Restart, Pe Lu não desistiu da música e construiu seu projeto musical, intitulado "Selva". "É um projeto musical extremamente bem sucedido em milhões de streams, que deu bastante dinheiro para gente durante os anos de existência dele, só que como todo projeto musical, ele demandava tempo. Eu precisei de tempo e grana para que ele rodasse. E eu consegui ter tempo e ter grana porque eu tinha outros projetos e outras coisas paralelas à minha carreira permitindo isso... Hoje em dia tenho minha carreira solo, porque tenho outras mil frentes de negócios: selos de música, mentoria para novos artistas...", explicou.
"Por que é que eu estou contando essa fofoca? É porque se você é um artista e independente, independente do momento da vida que você está, e tem uma outra profissão ou você precisa de um outro negócio para que a sua carreira seja viável, nunca sinta vergonha disso ou nunca se sinta como eu senti lá atrás, o fracassado. Carreiras demoram para serem construídas e talvez você consiga chegar lá e consiga ganhar grana da sua carreira e ainda assim essa grana pode não ser suficiente para você sustentar sua vida, para você ter o padrão que você quer e você vai seguir tendo outros negócios, outras frentes e está tudo bem se essa for a sua opção. E mais que isso, tá tudo bem você precisar de grana e precisar trabalhar em outros lugares e precisar colocar energia em outros lugares para construir a sua carreira", concluiu. 
 
 
 
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