Lito Sousa deixou o hospital e continuará os cuidados paliativos em casa Reprodução / Instagram

Rio - Lito Sousa, de 59 anos, deixou o hospital e continuará os cuidados paliativos em casa. A informação foi confirmada pela esposa do influenciador, Mila Seidl, que concedeu entrevista ao portal "Splash" e explicou que a residência precisou passar por adaptações para receber a estrutura necessária ao tratamento diário.

"A gente chegou ontem. A casa passou por muitas outras preparações, porque ele não está de alta hospitalar. Então, a casa tem que se mostrar segura o suficiente para manter o mesmo padrão de atendimento, de suporte que ele teria no hospital", afirmou Mila.
Segundo ela, Lito seguirá acompanhado por uma equipe de home care durante 24 horas. "A gente tem dois enfermeiros a cada turno, então, por dia, são quatro enfermeiros que têm para dar todo o suporte para a gente. Enfim, toda a estrutura necessária para manter um bom suporte para o Lito", explicou.

A casa também recebeu mudanças pensando em para o caso de possíveis intercorrências. Mila citou, entre os preparativos, equipamentos como balão de oxigênio e afirmou que parte da estrutura foi fornecida pelo convênio, enquanto a família ficou responsável pelo que não estava incluído.

Apesar do retorno para casa, as adaptações ainda não terminaram. O imóvel tem dois andares e apresenta dificuldades de acessibilidade, por isso as mudanças vêm sendo feitas gradualmente.

Antes de deixar o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, Lito agradeceu pelo apoio que recebeu durante a internação. "Me senti muito amado, me senti parte desse país como nunca antes", declarou.

O influenciador enfrenta a doença de Creutzfeldt-Jakob, condição rara causada por proteínas anormais chamadas príons e que pode comprometer funções motoras e cognitivas. Segundo Mila, Lito perdeu habilidades motoras nas últimas semanas, mas permanece consciente.

Antes desse diagnóstico, ele também descobriu um câncer de próstata em exames de rotina e passou por uma prostatectomia, cirurgia para a retirada total da próstata.

*Reportagem da estagiária Carolina Irigoyen, sob supervisão de Isabelle Rosa