Monique Evans questiona pioneirismo no Carnaval após coroação de AnittaReprodução Instagram
Após a cerimônia, Monique publicou uma mensagem no X reivindicando o título de primeira madrinha. “Eu fui a primeira madrinha de bateria. Madrinha eram as passistas das comunidades. Depois de mim vieram Luiza (Brunet) e Luma (de Oliveira). Pesquisem”, escreveu.
A declaração gerou uma série de respostas de internautas que contestaram a versão apresentada pela ex-modelo. Parte dos comentários destacou a diferença entre os títulos de madrinha e rainha e lembrou que Eloína já ocupava posição de destaque à frente da bateria da Beija-Flor antes da estreia de Monique no posto.
História das rainhas de bateria
Monique Evans começou a desfilar à frente da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel em 1984. Ela ficou conhecida por ajudar a consolidar a presença de celebridades nesse espaço e se tornou uma das figuras mais lembradas quando o assunto é a evolução do posto.
Eloína, por outro lado, já havia ocupado posição de destaque na Beija-Flor anos antes. A participação dela ocorreu em uma época em que a nomenclatura e a organização dos cargos ligados às baterias ainda eram diferentes das adotadas atualmente.
A discussão também envolve a própria origem do título de rainha de bateria. Segundo relatos compartilhados nas redes sociais após a declaração de Monique, a Mocidade teria sido a primeira escola a utilizar oficialmente a denominação de rainha, enquanto outras agremiações mantinham passistas e musas em posições de destaque.
A homenagem de Anitta a Eloína ocorreu justamente nesse contexto histórico. Ao escolher a artista para entregar sua coroa, a cantora destacou uma personagem que esteve à frente de uma bateria antes de o posto ganhar o formato e a popularidade que possui atualmente.



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