Carlos Alberto de Nóbrega e a mulher, Renata de NóbregaDivulgação

Carlos Alberto de Nóbrega, de 90 anos, está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para investigar uma possível infecção pelo vírus Coxsackie. Segundo a equipe do apresentador ao DIA, ele passou por exames após meses de cansaço, fadiga e indisposição. O diagnóstico ainda não foi confirmado.
A investigação começou por iniciativa da mulher, Renata de Nóbrega, que é médica. A princípio, os sintomas do humorista foram associados à idade e a problemas de saúde preexistentes. No entanto, ela decidiu buscar outras explicações e solicitou exames laboratoriais e testes para diferentes vírus.
Os resultados apontaram indícios de infecção pelo Coxsackie nos dois. No caso de Renata, exames de sangue feitos na fase aguda da doença tiveram resultado positivo. Carlos Alberto ainda aguarda a confirmação das sorologias, além dos laudos de exames de imagem e avaliações cardiológicas.
"O que mais me chamou a atenção foi perceber que sintomas que atribuíamos à idade poderiam ter outra explicação. O cansaço persistente não deve ser automaticamente considerado normal, especialmente quando representa uma mudança no padrão habitual da pessoa. Como médica e esposa, achei importante investigar", afirmou Renata.
O apresentador está sob os cuidados das equipes do cardiologista Roberto Kalil e do infectologista David Uip. A assessoria não informou previsão de alta.
O vírus Coxsackie faz parte do grupo dos enterovírus e pode ser transmitido por contato com secreções respiratórias, superfícies contaminadas ou pela via fecal-oral. Apesar de mais comum em crianças, também afeta adultos e pode causar febre, dores musculares, mal-estar e fadiga. Em alguns casos, há risco de inflamação no coração, como miocardite e pericardite.
Renata destacou que a intenção do casal é alertar para sinais persistentes e incentivar a procura por atendimento médico. "Nosso objetivo ao compartilhar essa experiência não é causar alarme, mas conscientizar. Algumas infecções virais passam despercebidas, e determinadas complicações exigem diagnóstico e acompanhamento oportunos. Não devemos banalizar sintomas persistentes", declarou.