Ratinho Reprodução de vídeo / SBT

Rio - Ratinho, de 70 anos, disse que fica "preocupado" ao ver dois homens se beijando na televisão, durante o "Programa do Ratinho", do SBT, na noite desta quarta-feira (6), e voltou a ser alvo de críticas nas redes sociais. O assunto surgiu quando um homem afirmava ser casado com sete mulheres. 
"Quando eu vejo dois homens se beijando, eu já fico preocupado, porque ele já saiu do mercado e tirou mais um. É ou não é?", questionou o apresentador. Em seguida, ele opinou presença de casais LGBTQIAP+ nas telinhas. "É muita novela mostrando homem beijando homem, mulher beijando mulher. Vocês incentivam isso, porque no meu tempo, que o negócio funcionava, não tinha isso", acrescentou.
A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais. "Sem noção", disse um usuário do X, antigo Twitter. "Até quando o SBT vai permitir esses crimes e não fazer nada?", quis saber outro. "Como pode esse cara com um programa diário, em um horário super privilegiado assim? Uma vergonha para a emissora, opinou uma terceira pessoa. 
Outros comentários como "Ratinho sendo o que sempre foi: um ridículo", "chega a dar enjoo o que esse cara está falando", "Um b*sta! Devia ser extinto da TV!" também foram publicados no X. 
Procurado pelo DIA, o SBT disse que não vai se manifestar sobre o caso. 
Polêmica com Érika Hilton
Em março, Ratinho afirmou que a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) "não é mulher", durante a atração ao vivo, ao opinar sobre a eleição dela como presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O comunicador foi detonado por internautas, que o acusaram de "transfobia". 
Erika Hilton reagiu com medidas jurídicas. A parlamentar informou que protocolou um pedido de investigação no Ministério Público Federal. No documento, ela solicitou a abertura de uma ação civil pública e pede indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti.
Após a repercussão do caso, o apresentador afirmou, no Instagram, que sua fala teve caráter político e defendeu o direito de criticar representantes públicos. "Crítica política, gente, não é preconceito, é jornalismo, e eu não vou ficar em silêncio".