Susana Vieira durante o Conversa com BialReprodução de vídeo / TV Globo

Rio - Susana Vieira analisou as atuações de Beatriz Segall e Debora Bloch no papel da icônica vilã Odete Roitman na novela "Vale Tudo", durante o "Conversa com Bial", da TV Globo, nesta terça-feira (28). A veterana explicou que a personagem no remake (2025) não "imprimia o medo" da versão original, exibida em 1988. Ela ainda opinou sobre a postura de Beatriz, que morreu em 2018, aos 92 anos, nos bastidores.
"Vamos lembrar da novela que a Debora Bloch fazia. Ela fazia um personagem que foi feito pela Beatriz Segall. Então, por exemplo, a Beatriz já tinha uma postura de uma pessoa séria, de uma pessoa distante. Ela, como pessoa. Uma pessoa até um pouco antipática", disse Susana. 
"Muito bem, quando entrou a menina (Debora) no ar, a menina é ótimo, porque pra mim, essa criançada toda eu já era velha e peguei eles jovens, ela entrava, mas ela não imprimia o medo que a Beatriz Segall dava. Então realmente ela tinha que dar um pouco mais de cor para ela fazer as coisas", opinou a artista. 

Intérprete de Aldeíde Candeias na versão original de "Vale Tudo", Lilia Cabral, que também participou do programa, assim como Isabel Teixeira, saiu em defesa de Beatriz: "Era muito interessante porque depois que ela me viu no teatro, ela começou a conversar mais comigo. E era muito bom conversar com ela porque era uma pessoa extremamente culta", elogiou. 
Susana, então, reagiu: "Eu estou com vergonha de ter falado da Beatriz Segall. Eu falei que era uma pessoa distante, de difícil acesso, ela falou tudo ao contrário. Que ela era uma bonequinha, que ela era um amor, que era uma tchutchuquinha". Lilia destacou: "Quando ela entrava (em cena), de fato ela nem olhava na nossa cara, mas depois no camarim era a pessoa mais doce, conversava". Pedro Bial brincou: "Só com a Susana que ela tinha esse negócio". "Estou passada", afirmou a veterana.
No programa, Susana também lembrou sua vilã de "Por Amor" (1997-1998), Branca Letícia de Barros Mota. "A vilania dela era o texto. Ela sentava à mesa, pedia duas torradas e dizia coisas terríveis... Depois descobri que o Manoel Carlos colocava nela a ótica dele, o que ele achava da sociedade, todo o lado mau dele", disse ela, que cometeu uma gafe ao falar sobre o autor.
"Eu era muito amiga do Manoel Carlos. Era, porque não o encontro mais, mas ele está vivo e eu também. Não sabemos como, mas estamos." O escritor e roteirista, entretanto, faleceu em janeiro deste ano, aos 92 anos. Ele estava afastado da televisão desde 2014 e vinha enfrentando problemas de saúde nos últimos anos por causa do Mal de Parkinson.