Mônica Salgado festeja a chegada da primavera

Aos 38 anos, jornalista exalta os tons suaves da estação e conta como foi transformar seu nome em marca. 'Sempre fui atrás', diz

Por BRUNNA CONDINI

Monica Salgado -

Rio - A primavera chega hoje nos lembrando que é preciso florescer, mudar de ciclo. A estação que antecede o verão já surge elevando as temperaturas e convidando para colocarmos a cara no sol. A rua chama!

Mônica Salgado, a convidada desta edição, combina muito com tudo isso: sol, cores, flores e alegria.

"Sou mais solar mesmo, e uma pessoa muito mais da primavera e do verão. Bem mais que do outono e inverno", diz a jornalista, colunista do 'Vídeo Show'.

"Também gosto da minha casa sempre florida, iluminada e cheirosa. De ter flores frescas nela. Isso é um jeito de trazer a primavera para dentro da minha vida diária", completa.

Adepta dos exercícios, ela acredita que a estação é ideal para atividades ao ar livre: "Adoro andar de bicicleta, correr no parque. As tardes ficam lindas". 

Decidimos vestir Mônica de primavera! Investimos na leveza das chamadas 'candy colors', que, como a própria tradução sugere, são tons mais suaves, doces, que transmitem esse frescor tão característico dos dias floridos.

"Esse rosé, rosadinho, é minha cor, a que mais amo. Tenho muito no meu armário. Gosto de lilás também. É uma cartela de cores mais romântica, feminina, meio cinquentinha, que me agrada muito", revela. "Essas cores inspiram doçura, que é o que anda faltando na vida hoje em dia".

COM AÇÚCAR

Referência quando o assunto é moda, com uma carreira de 20 anos no jornalismo, sendo os últimos dez dedicados a revistas femininas (foi redatora-chefe da 'Vogue' e diretora de redação da 'Glamour'), ela decidiu mudar de vida, abandonou as redações e trabalhou para virar uma marca própria.

"Era tudo muito mental, racionalizado. Quando saí da 'Glamour' há um ano e meio, tive que vencer isso. Faltava muita doçura na minha vida, sentia que não podia adoçar nunca. Senão, as coisas fugiriam do meu controle", divide.

"Era uma neura de workaholic. Fui em busca desse lado mais coração, suave da existência, que eu acho que, às vezes, esquecemos no mercado de trabalho. Ficamos programados para vencer".

Hoje, com 38 anos, a paulista encerrou um longo ciclo aos 37 e decidiu recomeçar.

"Achei que era a hora se eu quisesse evoluir. Sentia a temperatura do mercado, que parecia boa pra mim. As pessoas me procuravam para fazer palestras. O mundo das redes sociais ainda é um universo muito complexo para as marcas", diz.

Ela entrega que foi parar no 'Vídeo Show' por iniciativa própria e propôs o quadro 'Selfie da Verdade', em que grava entrevistas com celebridades usando um smartphone. "Fui na cara de pau. Tive a ideia de fazer e mandei um WhatsApp para Kizzy (Magalhães, diretora). Ela curtiu, aí foi o processo de gravar piloto, Boninho aprovar. Assinamos em maio do ano passado", recorda.

Mônica avalia positivamente as mudanças, apesar da necessidade de adaptação.

"O resultado final de se reinventar é bom, o processo é difícil. Pensa que você está há dez anos operando do mesmo jeito. Meu processo criativo era coletivo. Passei a trabalhar sozinha. O dia a dia é solitário. Já é um primeiro baque. Sou libriana, adoro gente", confessa.

EMPREENDEDORA

Mas ela não tem do que reclamar. Em um ano e meio, emplacou quatro licenciamentos (bolsas e acessórios, óculos, sapatos, e vai lançar uma linha de bodies), além de fazer eventos e palestras para marcas e empresas por todo o Brasil. Está feliz e garante não ter arrependimentos.

"Adoro uma frase da minha terapeuta, que diz: 'antes eu trabalhava no atacado, agora trabalho no varejo'. Menos trabalhos, mas pagam melhor, escolho. É uma sensação boa de liberdade. E na Globo tenho muita liberdade, embora seja funcionária", garante. "Hoje, posso levar e pegar meu filho na escola, coisa que nunca pude fazer", diz, referindo-se a Bernardo, de 7 anos, da sua união de 20 anos (13 de casados) com o cantor e produtor musical Afonso Nigro.

E será que Mônica já chegou aonde desejava?

"Estou no caminho. Sou empreendedora, gosto de vender projetos. Agora mesmo estou com uma sementinha de um livro, uma autoajuda às avessas", conta. "Quero cada vez mais ser uma marca e meu próprio veículo. Conquistei tudo com trabalho árduo. Sempre fui atrás. Nunca tocou meu telefone e alguém falou: 'quero te fazer uma oferta'. Fui atrás de tudo que quis". 

Coordenação: Brunna Condini, Produção de Moda: Rodrigo Barros, Assistente Produção de Moda: Fernanda Cruz, Fotógrafo: Guilherme Lima, Assistente de fotografia: Letícia Lavatori, Beleza: Marina Walsh Agradecimento: Lu Figueiredo - Designer Floral

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