Eduardo Paes inaugura o Super Centro Carioca de Especialidades, em BenficaPedro Ivo/Agência O Dia

Rio - O prefeito do Rio, Eduardo Paes, fez duras críticas ao governo Bolsonaro em relação ao serviço de saúde em âmbito federal oferecido à população. Paes afirmou que precariedade dos hospitais e dos serviços oferecidos, como poucos leitos disponíveis, fazem com que o problema seja sentido em todo sistema público de saúde. A afirmação foi feita durante inauguração do Super Centro de Especialidades, em Benfica, na Zona Norte da cidade, nesta quarta-feira (5).
O Centro inaugurado é um complexo com três prédios, dois inaugurados posteriormente, que prometem zerar a fila do Sisreg. O primeiro prédio entregue é um prédio com clínicas. Os outros dois são um com serviço oftalmológico e outro de diagnóstico, onde serão feitos exames de imagem.
"Hoje, entregamos nosso Super Centro de Saúde, mas a população do Rio de Janeiro precisa entender que os hospitais federais estão completamente abandonados, sucateados, o que prejudica muito todo o resto do sistema, seja ele municipal ou estadual. O Hospital Federal de Bonsucesso, por exemplo, tem dois anos que sofreu um incêndio e não tem lá uma "obrinha" sequer para recuperar e reabrir. O Hospital do Fundão não atende mais ninguém. Fechado. O Into, o Inca, todos com metade da sua capacidade e atendendo muito mal. Eu não me lembro e desafio alguém me dizer um investimento do governo do presidente Bolsonaro na cidade do Rio de Janeiro. Eu lembro, sim, do Aeroporto do Galeão abandonado, dos hospitais fechados, do aumento do desemprego e do aumento da fome", afirmou.
O discurso do prefeito foi reiterado pelo médico e deputado federal eleito, Daniel Soranz, que voltará a ser secretário de saúde a partir de segunda-feira (10). Segundo Soranz, a situação dos hospitais federais, mas, sobretudo, o de Bonsucesso, é algo muito emblemático em relação a gestão Bolsonaro.
"Por conta da rede federal, por sua situação degradada, o sistema de saúde do Rio de Janeiro sofre muito. Não podemos esquecer que estamos aqui bem pertinho do Hospital Geral de Bonsucesso. O incêndio foi há dois anos e ele segue fechado! Isso faz com que as demais emergência da cidade sejam sobrecarregadas. O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o do Fundão, que era um exemplo e teve o maior ambulatório da história do Estado do Rio, hoje, tem 80 leitos de 500. Como também não podemos esquecer do Hospital dos Servidores, do Hospital do Andaraí. Não podemos esquecer das pessoas que precisam do tratamento de câncer e não conseguem se tratar no Instituto Nacional do Câncer, o Inca. Isso tudo é gravíssimo e quem sente na pele é o povo do Rio", disse.
Procurado, o Ministério da Saúde ainda não se posicionou.